Pela primeira vez no palco do Studio SP, o Projeto Mais Massa apresenta as bandas O Sonso e Saulo Duarte e a Unidade.
Na noite do dia 29, O Sonso (http://www.myspace.com/osonso), de Fortaleza, apresenta ao público o primeiro CD, que será lançado com participações especiais de Tita Lima e Gérson Conrad (ex-Secos e Molhados), que também contribuíram na gravação do trabalho. O Sonso é Daniel Groove no vocais, Ju Frenkiel nos teclados, Luka Schwab na guitarra, Klaus Sena no baixo e Jorge Anzol na bateria.
Para fechar a noite, Saulo Duarte e a Unidade (http://www.myspace.com/sauloduarte) apresentam canções de arranjos e letras simples, sem rótulos: preocupam-se com a sinceridade da expressão musical e poética e com a consistência da proposta. Com Saulo Duarte, na voz e nas guitarras, Klaus Sena no baixo, João Leão nos teclados e Beto Gibbs na bateria.
Serviço Mais Massa com O Sonso e Saulo Duarte e a Unidade
Lançamento do cd “O Sonso”
Terça-feira, 29 de junho
Studio SP – Rua Augusta, 591
Entrada: Até 23h gratuita, após 23h R$20,00 ou R$10,00 com lista (www.studiosp.org/promolista.php)
No dia 06 de maio, quinta-feira, a partir das 22h, na Livraria da Esquina, acontece mais uma edição do Projeto Mais Massa (www.maismassa.com.br), em que Saulo Duarte e a Unidade recebem a banda Dilei, de São Paulo.
Tá certo, basicamente é pop, mas por quê não abranger outros significados? Dilei mescla POP, SAMBA, ROCK E RITMOS TRADICIONAIS BRASILEIROS COM VIOLONCELO, GUITARRAS E BANDOLIM. Formado por músicos de diferentes cidades, o grupo é considerado REVELAÇÃO DA MÚSICA BRASILEIRA por grandes nomes do meio musical do país como: Tom Zé, Lucio Maia e Miranda. Em 2008 e 2009 realizaram TOURS POR BRASIL, CHILE E ARGENTINA, recebendo valiosas críticas da imprensa.
O grupo possui DIVERSAS SELEÇÕES E PREMIAÇÕES como: PAC (Secretaria de Cultura de São Paulo), Festival Toshiba Planet (MTV Brasil), Prata da casa (SESC Pompéia) e Feira da música de Fortaleza. Em 2010 lança seu primeiro DVD e está atualmente em estúdio gravando seu novo disco.
Ainda bem que é difícil rotular as canções de Saulo Duarte e a Unidade: com arranjos e letras simples, o compositor nascido no Pará e radicado por aí, hoje morando em São Paulo, não se preocupa com classificações, preocupa-se com a sinceridade de sua expressão musical e poética e com a consistência de sua proposta, todas elas amplificadas e sintetizadas pela banda A Unidade. Com Klaus Sena, no baixo, João Leão, nos teclados e Beto Gibbs, na bateria, além do próprio Saulo, na voz e nas guitarras, a banda potencializa nos arranjos o universo subjetivo de Saulo Duarte, que, na maioria das vezes, compõe as canções no violão.
É nas letras do compositor que está o núcleo de sua obra. Em sua maioria, elas contêm fragmentos esparsos das experiências pessoais dele, em que as celebrações da vida e as desilusões amorosas se misturam à cidade e aos acontecimentos da ordem do dia. A sensibilidade do compositor o faz permeável a tudo que lhe acontece ao redor, como se ele fosse uma espécie de captador sensível das pessoas e do mundo. Tudo isso em letras simples, com a vontade de dizer o mais profundo da forma mais fácil, sem pretensão.
No panorama da nova geração da música brasileira, Saulo Duarte e a Unidade se destacam por evitar o uso da técnica pela técnica: o espetáculo e a verdade de suas canções estão no suor e no sorriso dos músicos, na sinceridade das letras e na simplicidade dos arranjos. Saulo Duarte é um portador de canções, um intérprete de si mesmo, com a certeza de que é nas manifestações mais específicas e subjetivas que estão os conteúdos mais universais.
Serviço
Projeto Mais Massa – Dilei e Saulo Duarte e a Unidade
06/05/2010 – a partir das 22h
Na Livraria da Esquina – Rua do Bosque, 1254
R$ 15 ou R$ 10 com nome na lista: lista@maismassa.com.br
No dia 20 de abril, terça-feira, véspera de feriado, a partir das 21h, no Clube Outs, acontece mais uma edição do Projeto Mais Massa (www.maismassa.com.br), com as bandas Saulo Duarte e a Unidade e O Sonso.
Ainda bem que é difícil rotular as canções de Saulo Duarte e a Unidade: com arranjos e letras simples, o compositor nascido no Pará e radicado por aí, hoje morando em São Paulo, não se preocupa com classificações, preocupa-se com a sinceridade de sua expressão musical e poética e com a consistência de sua proposta, todas elas amplificadas e sintetizadas pela banda A Unidade. Com Klaus Sena, no baixo, João Leão, nos teclados e Beto Gibbs, na bateria, além do próprio Saulo, na voz e nas guitarras, a banda potencializa nos arranjos o universo subjetivo de Saulo Duarte, que, na maioria das vezes, compõe as canções no violão.
É nas letras do compositor que está o núcleo de sua obra. Em sua maioria, elas contêm fragmentos esparsos das experiências pessoais dele, em que as celebrações da vida e as desilusões amorosas se misturam à cidade e aos acontecimentos da ordem do dia. A sensibilidade do compositor o faz permeável a tudo que lhe acontece ao redor, como se ele fosse uma espécie de captador sensível das pessoas e do mundo. Tudo isso em letras simples, com a vontade de dizer o mais profundo da forma mais fácil, sem pretensão.
No panorama da nova geração da música brasileira, Saulo Duarte e a Unidade se destacam por evitar o uso da técnica pela técnica: o espetáculo e a verdade de suas canções estão no suor e no sorriso dos músicos, na sinceridade das letras e na simplicidade dos arranjos. Saulo Duarte é um portador de canções, um intérprete de si mesmo, com a certeza de que é nas manifestações mais específicas e subjetivas que estão os conteúdos mais universais.
Liderada pelo irreverente vocalista e letrista Daniel Groove, a banda O Sonso apresenta canções que integram, na mesma sonoridade, o rock e a canção romântica brasileira, chamada de brega, mas que a banda valoriza e ressignifica, numa obra inovadora, para fazer dançar, cantar e se emocionar. De letras fortes, potencializadas pela performance do vocalista, O Sonso veio para atingir o grande público, com a pretensão única de fazer boa música bebendo em todas as fontes.
A proposta sonora de integrar a canção romântica brasileira com a força do rock fica evidente nos arranjos sugeridos pelos teclados quase psicodélicos de Joo Frenkiel. A noção do tempo fica diluída, sintetizada a uma “ideia na cabeça, poeira na cabeça e um poema pra você” – e fica para o ouvinte essa oferta subjetiva, perceptível nos instantes da audição do CD, mas que pode ser degustada em cada verso.
Nas apresentações ao vivo, a performance de Daniel Groove é marcante – ele fala com o público, diverte-o e conta histórias, sem deixar o ritmo da apresentação cair. Daniel não tem medo de olhar nos olhos das pessoas e transmitir, por eles, pelas entoações vocais e pelos gestos, toda energia poderosa que emana das canções: Daniel é o amplificador físico das emoções que correm no palco e nos arranjos. A combinação dos versos com a fusão dos ritmos – e tudo cifrado na presença de palco e na expressão corporal de Daniel: isso é O Sonso.
Serviço
Projeto Mais Massa – Saulo Duarte e a Unidade e O Sonso
Clube Outs – Rua Augusta, 486 – http://www.clubeouts.com.br/
Dia 20/04 – Terça-feira, véspera de feriado
Abertura da casa: 21h
Entrada na faixa e bebidas com preço de boteco. Discotecagem lado B. Exposições de artistas plásticos.
Preços promocionais de bebidas até 1h da manhã. Abertura da pista piso superior à 1h da manhã.
Após as 23h a entrada é de R$ 13
DJ Pardal e DJ Barizon
No dia 04 de março, quinta-feira, a partir das 22h, na Livraria da Esquina, acontece mais uma edição do Projeto Mais Massa (www.maismassa.com.br), em que Saulo Duarte e a Unidade recebem a banda Assoma, de Santo André.
Saulo Duarte e a Unidade (www.myspace.com/sauloduarte)
Ainda bem que é difícil rotular as canções de Saulo Duarte e a Unidade: com arranjos e letras simples, o compositor nascido no Pará e radicado por aí, hoje morando em São Paulo, não se preocupa com classificações – preocupa-se com a sinceridade de sua expressão musical e poética e com a consistência de sua proposta, todas elas amplificadas e sintetizadas pela banda A Unidade. Com Klaus Sena, no baixo, João Leão, nos teclados e Beto Gibbs, na bateria, além do próprio Saulo, na voz e nas guitarras, a banda potencializa nos arranjos o universo subjetivo de Saulo Duarte.
Assoma (www.myspace.com/assomarock)
Assomar, segundo o dicionário, faz menção à elevação. Talvez para os integrantes, Assoma seja a junção pura e simples de criatividade, estilo, intensidade e profissionalismo. Formada em 2008 em Santo André, com ex-integrantes de bandas expressivas da cena rock do ABC, a banda traz como conceito a sonoridade densa e objetiva somada às letras cotidianas. Influenciado pelo rock alternativo, clássicos do rock e até por moda de viola, o quarteto tem como vantagem maior a mistura de informações e raízes, o que traz novas experimentações e alternativas para as composições referentes a temas comuns e de fácil identificação. Tudo com uma ponta de inconformismo.
Serviço
Show do Projeto Mais Massa com Saulo Duarte e a Unidade
Banda convidada: Assoma
Dia 04/03, a partir das 22h
Livraria da Esquina – Rua do Bosque, 1254 – Barra Funda – São Paulo
Estacionamento conveniado ao lado da casa
Entrada: R$ 15
Com nome na lista: R$ 10 lista@maismassa.com.br
O vídeo acima foi postado no Youtube pelo DJ Pardal, um dos maiores entusiastas da cena independente e um grande parceiro do Mais Massa e da Identidade Musical. Olha o que ele falou sobre o Mais Massa:
“As apresentações destes grupos [do Mais Massa] são uma forma de expressão máxima de um coletivo plural, energético e sintomático. Novamente em um quarto grande reencontro das bandas dos meus queridos: Los Porongas (AC) e O Jardim das Horas (CE) em “Encontro de volta pro mar friends”, estavam de parabéns em suas apresentações, únicas, que são um deleite para os fãs de carteirinha que nem eu (risos). Aliado a tudo isso, O Sonso (CE), que me encantou em todas as músicas, e quem não iria também cantar junto e falar de amor não é pra qualquer banda, eles “o Sonso” são especiais, tocantes.
Sem contar as canjas e as participações misturadas e invertidas entre as bandas e seus convidados especiais como: Saulo Duarte (da Unidade) entre outros. Uma noite pra poucos amigos admito, mas sinceros, como numa família: todos estavam felizes com o resultado da noite que foi sensacional“.
Abaixo o calendário, para todo mundo poder se programar e aparecer:
19/11 – Caldo de Piaba + Madame Saatan + Saulo Duarte e a Unidade
26/11 – Sonso + Volver
03/12 – O Jardim das Horas + Los Porongas
10/12 – Show com bandas do projeto e convidados
17/12 – Show com bandas do projeto e convidados
As bandas e os convidados dos dias 10 e 17 ainda serão confirmados.
Para quem ainda não conhece, o Zé Presidente é uma casa noturna na Rua Cardeal Arcoverde, 1545, na Vila Madalena, um pouquinho depois do Cemitério São Paulo. O presidente do bar – que tem o nome de Zé, como todos os leitores devem imaginar – é o cão da imagem acima, verdadeiro proprietário, administrador e curador dos eventos que rolam na casa. Com 95 anos humanos de idade, natural da rua, divorciado e bem-cuidado, Zé Presidente recebe, nas próximas quintas-feiras, as bandas do Projeto Mais Massa. Abaixo, o calendário com as datas já confirmadas:
19/11 – Madame Saatan + Saulo Duarte e a Unidade + Caldo de Piaba (convidado especial)
26/11 – Sonso + Volver
03/12 – O Jardim das Horas + Los Porongas
Ainda teremos shows nos dias 10 e 17 de dezembro, mas ainda estamos preparando os detalhes e os convidados especiais. Siga acompanhando o blog para manter-se informado sobre as novidades a respeito dessas duas datas.
Primeira noite: Madame Saatan + Saulo Duarte e a Unidade + Caldo de Piaba, convidado especial do Acre
Na primeira noite, Madame Saatan e Saulo Duarte e a Unidade fazem os números ligados ao Projeto Mais Massa.
Saulo Duarte e a Unidade: Klaus Sena, Saulo Duarte, Beto Gibbs e João Leão (foto de Ezyê Moleda)
Madame Saatan, nas fotos de Ezyê Moleda. À esquerda: Sammliz, Ivan Vanzar e Ed Guerreiro. À direita: Ícaro Suzuki.
As sonoridades das bandas são diferentes, o que aumenta o interesse pelo evento e reforça a proposta de diálogo do projeto: enquanto o Madame transita pelo metal, fazendo correr as tradições populares do Pará no peso das guitarras, Saulo Duarte e a Unidade correm pelas melodias dançantes e pelas entoações figurativas da canção popular brasileira.
Também vai ser digna de nota a participação mais que especial da banda Caldo de Piaba, do Acre, terra dos Los Porongas. Diz o release dos caras que, segundo a fala popular, “Caldo de Piaba é um caldinho bem ralo, que é bom pra curar a ressaca. Moradores do alto rio Envira, no entanto, afirmam que se trata de uma delicatessen.Formado no final de 2008, o Caldo é um projeto idealizado por amigos que tem em comum o gosto pela mistura de ritmos e a vontade de experimentar com a música instrumental. Além das composições próprias, são apresentadas releituras de velhas canções populares. Nesse consistente Caldo quem conduz a melodia é a guitarra (como na lambada e na guitarrada paraense) e o teclado (como no blues e em músicas populares brasileiras, o “brega”) que ainda se encontram com a bateria e o baixo inspirados no funk, no ska e no samba-rock. Isso tudo misturado com um toque de psicodelia, com uma certa liberdade de improviso, e com o que mais for surgindo. Esse é o pano de fundo das composições do Caldo de Piaba que vem conquistando seu espaço no cenário da música acreana. Em um ano de trajetória, a banda já rodou o interior do Acre a bordo de uma Kombi, levando seu show para praças e coretos. Se apresentou também em festivais independentes como o Varadouro e Grito Rock (Rio Branco-AC) e Calango (Cuiabá-MT)”:
O Projeto Mais Massa chega ao final de sua primeira temporada mais embalado do que nunca. As seis bandas que participam do projeto consagram o início de um sonho, na próxima quarta-feira, dia 11 de novembro, com um show coletivo, cheio de surpresas para o público que vem acompanhando fielmente as apresentações, além do agendamento de novos shows.
Uma característica marcante do Mais Massa são as participações especiais, em que as bandas que tocam na noite recebem convidados, integrantes de outros conjuntos, do projeto ou de fora dele. Afinal, o objetivo é muito claro: fazer mais barulho, formar público em São Paulo e acentuar o potencial criativo das bandas.
Na primeira noite, que aconteceu em 21 de outubro, na Livraria da Esquina, tocaram os acreanos dos Los Porongas e os cearenses da banda O Sonso – e a noite foi do conceito de urbanidade amazônica, proposto pelos Porongas, às fusões de MPB, rock e música brega do Sonso. O clima foi de festa inaugural, que prometia e já conseguiu continuidade: a agenda de novembro e dezembro já está cheia (veja calendário no fim deste texto) e a de 2010 já começa a ser preenchida.
Sammliz (Madame Saatan) e Laya (O Jardim das Horas): as vocalistas fizeram “Summertime”, de Gershwin, na terceira noite do Projeto Mais Massa
Na segunda noite, em 28 de outubro, apresentaram-se O Jardim das Horas e Saulo Duarte e a Unidade. Mais uma vez, sonoridades e propostas diversas – mas que não se excluem, ao contrário, se completam – dialogaram no palco: o público dançou com a fusão da moderna música eletrônica com as raízes musicais brasileiras, proposta pelos cearenses d’O Jardim das Horas, e com as canções do paraense Saulo Duarte e a banda A Unidade.
Daniel Groove (O Sonso), Bruno Souto (Volver), Diogo Soares (Los Porongas) e Saulo Duarte (Saulo Duarte e a Unidade): os vocalistas compõem e se divertem juntos. É a integração proposta no Projeto Mais Massa
Na terceira noite, em 04 de novembro, os pernambucanos do Volver arrepiaram a platéia com as canções do álbum Acima da chuva, de 2008, sucesso de público e de crítica. O projeto foi concluído com a sonoridade pesada dos paraenses do Madame Saatan, banda também consagrada no cenário da atual música independente brasileira. Mais uma vez, o clima foi de confraternização: as bandas, a Livraria da Esquina e a Identidade Musical apostam no sucesso do projeto, pela qualidade das propostas e pelo empenho de todos os envolvidos.
Foto histórica: a proposta do Mais Massa é integrar, circular, compor e fazer barulho em São Paulo.
Em pé: Bernie Walbenny (produtor do Madame Saatan), Zeca Viana (Volver), Laya Lopes (O Jardim das Horas), Klaus Sena (O Sonso e Saulo Duarte e a Unidade), Heitor (da Livraria da Esquina, entusiasta do projeto; sem ele, tudo seria mais difícil), Sammliz (Madame Saatan), Ivan Vanzar (Madame Saatan), Jorge Anzol (Los Porongas), Tiago Barizon (Identidade Musical), Tatá Muniz e Jully Pop (da banda Julia Car, que marcou presença na última quarta).
Sentados: Ícaro Suzuki (Madame Saatan), Bruno Souto (Volver), Ed Guerreiro (Madame Saatan), Rogério Duarte (Identidade Musical) e Fernando Barreto (Volver)
Assim, a quarta e última noite, que acontecerá em 11 de novembro, promete ser uma grande festa, com o palco recebendo ectoplasmas literários (autores-defuntos?) que prometem aparecer e declamar seus trabalhos, encontros inusitados e inesquecíveis e o repertório surpreendendo e arrepiando, como aconteceu em todas as noites do Projeto Mais Massa.
Em pé: Bernie Walbenny (produtor do Madame Saatan), Ivan Vanzar (Madame Saatan), Zeca Viana (Volver), Diogo Soares (Los Porongas), Laya Lopes (O Jardim das Horas), Klaus Sena (O Sonso e Saulo Duarte e a Unidade), Daniel Groove (O Sonso), Bruno Souto (Volver), João Leão (Saulo Duarte e a Unidade), Saulo Duarte e Jorge Anzol (Los Porongas)
Sentados: Ed Guerreiro, Sammliz, Ícaro Suzuki (Madame Saatan), Tiago Barizon, Rogério Duarte (Identidade Musical), Fernando Barreto (Volver), Fábio Cardelli (da banda paulistana Visitantes, que ruma neste momento para uma tour pelo nordeste) e João Eduardo (Los Porongas)
A grande novidade é que o Projeto Mais Massa, com poucos meses de existência, já deu frutos: temos datas marcadas para apresentações no Cidadão do Mundo, no centro de São Caetano do Sul, e no Zé Presidente, na Vila Madalena, em São Paulo. Além disso, a equipe de produção também conta agora com o pessoal da Punksaravá, que engrossa o caldo da geografia lendária da canção brasileira: o Projeto deve a eles as datas no Zé Presidente.
Calendário do Projeto Mais Massa: Novembro e Dezembro
Cidadão do Mundo – Rua Rio Grande do Sul, 73 - centro de São Caetano do Sul 14/11 – Volver + Los Porongas
21/11 – O Sonso + Saulo Duarte e a Unidade
28/11 – Madame Saatan + O Jardim das Horas
Zé Presidente – Rua Cardeal Arcoverde, 1545, Vila Madalena, São Paulo 19/11 – Madame Saatan + Saulo Duarte e a Unidade
26/11 – Sonso + Volver
03/12 – O Jardim das Horas + Los Porongas
Acontece que não dá pra fazer canção no Brasil sem dialogar com as estrelinhas que hoje moram lá no céu, mas que já foram gente que nem nós. E o projeto + Massa tem mesmo essa capacidade de ficar retomando, e despertando, e ressignificando a música e a literatura brasileira. Foi assim na primeira noite e foi assim também na segunda, cada uma à sua maneira, mas ambas fazendo correrem livremente os tempos e as épocas, as regiões e as geografias. Quem esteve na Livraria da Esquina na quarta à noite teve a chance de sentir o clima encantado que se estabeleceu por lá. Não é à toa: as seis bandas estão realizando sonhos e vivendo a arte naquele palco.
O Jardim das Horas: Beto Gibbs (bateria), Laya Lopes (voz), Carlos Gadelha (guitarra e programação) e Raphael Haluli (baixo)
Tudo começou com a apresentação d’O Jardim das Horas, com a presença do mais novo integrante – e o único que não saiu do palco ao longo dos dois espetáculos da noite: Beto Gibbs. Quem conhece as composições e os espetáculos da banda sabe que O Jardim das Horas chama aos sentidos do público: além da música, que ocupa energeticamente o ambiente inteiro, recheando-o das vibrações positivas das letras e das sonoridades, as luzes incidem sobre os integrantes, fazendo que a energia que arde no palco irradie longe. E a expressão o show ferve pode ser tomada no sentido literal, sem metáforas. Audição, visão, tato: O Jardim das Horas faz um dos mais sensíveis espetáculos do + Massa.
E as vibrações vão tão longe, e as canções dialogam com tantas referências – rock, trip-hop, reggae, música popular brasileira, música para meditação -, que O Jardim das Horas, banda cearense, acabou acordando o espectro de seu conterrâneo literário mais célebre: José de Alencar, que vagou um pouco tenso pela Livraria da Esquina, sem entender bem, no início, o que se passava por ali.
A sorte - sorte mesmo – é que o fastasma de Mário de Andrade também apareceu e explicou a Alencar o que acontecia, dispensando Tiago Barizon da tarefa. Todo mundo sabe que Barizon conhece tudo de música – mas daí a explicar a um fantasma do século XIX o que aconteceu desde a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, até O Quarto das Cinzas d’O Jardim das Horas ia ser meio trabalhoso. Tarefa de escritor para escritor, de crítico musical e ex-diretor de departamento de cultura para ex-Ministro da Justiça. Alencar e Mário sentaram no canto, pediram uma cachaça cada e o modernista atualizou o romântico.
Ícaro Suzuki, baixista do Madame Saatan, banda que se apresentará na próxima quarta-feira, e Tiago Barizon, DJ e produtor musical, se livraram da árdua tarefa de explicar o que é um metaleiro ao fantasma do escritor José de Alencar
E Mário de Andrade explicou assim a José de Alencar: que a palavra “Barizon” não significa “metaleiro maltrapilho e embriagado”, como explicara Daniel Groove na porta da Livraria da Esquina. José de Alencar não acreditou. Depois: o poeta paulista explicou ao romancista cearense que o livro Iracema tinha, de certa forma, envelhecido, porque, nessa obra, o país e o povo novo que surgem são filhos da dor. E que naquele Projeto Mais Massa não tinha nem sangue, nem dor, nem dominação de um povo sobre outro, muito menos animosidades entre o sudeste e os estados do norte e do nordeste. Nada disso nem não havia, falou desse jeito, com essas tantas exatas palavras, o espectro de Mário de Andrade. E como Alencar ficou assim muito sarapantado, o paulistano disse a ele que prestasse atenção ao espetáculo:
Diogo Soares, dos Los Porongas, e Laya Lopes, d’O Jardim das Horas, fazem a Livraria da Esquina recender a poesia e a Brasil. “É um espetáculo sinestésico”, declarou o fantasma de Mário de Andrade. No + Massa cabe o Brasil inteiro, porque é espaço lendário da canção brasileira.
E Alencar perguntou como era isso, que história era essa de um moço se chamando Diogo Soares cantar nos shows de todas as bandas, se ele era de um lugar que o próprio Alencar sequer imaginava que existia. E Mário de Andrade respondeu que o estado do Acre praticamente brigara para ser brasileiro – mais ou menos o que todos os artistas estavam fazendo ali, naquele exato momento.
E nessa hora Alencar começou a acreditar em tudo que o paulistano dizia, porque as vibrações que vinham do palco começaram a tomá-lo de assalto – e ele se lembrou dos “verdes mares bravios” de sua terra natal, mas percebeu que não precisava chamá-los de uma forma assim tão empolada, bastava que fosse respeitosa, como “Ondas do mar sagrado”, que ele estava doido pra visitar.
Quando senão quando o fantasma de Mário de Andrade deu uma grande gargalhada: e era porque José de Alencar, todo na estica, de terno e gravata, estava dançando, no mei0 das pessoas do século XXI. Alencar estava nostálgico, lembrando do mar sagrado, dos ares e do sol quente do Ceará, cujo hálito ele poderia sentir ali. E Mário lhe explicou que era porque o show d’O Jardim das Horas era sinestésico. Mário de Andrade era feiticeiro.
O público da Livraria da Esquina e o fantasma de José de Alencar dançam no ritmo d’O Jardim das Horas. O espectro do escritor está à direita, de terno, gravata e barba longa.
Mas não foi só isso. Alencar se divertiu com O Jardim das Horas, com a participação de Bruno Souto, que cantou “Viciante”, e se impressionou.
E era porque ele Alencar, estrelinha já brilhante no céu, Bruno Souto e Daniel Groove, de certa forma, se pareciam. E era como se os meninos do Volver e d’O Sonso prestassem uma homenagem a um dos pais da identidade brasileira, que o + Massa também quer ajudar a construir:
José de Alencar, Daniel Groove, d’O Sonso, e Bruno Souto, que fez “Viciante” com O Jardim das Horas: barbas austeras de quem fez e faz a história da cultura brasileira
Alencar já estava embriagado de cachaça e de Brasil do século XXI, quando Saulo Duarte e a Unidade subiram no palco. E aí foi aquela festa: Alencar dançou com as meninas que estavam lá, ao som da banda, tomou uma câmera das mãos de Diogo Soares, que por sua vez a havia tomado de Gigi Grasso e descobriu que o amor do século XXI não era de perdição, mas de piração:
E foi bonito ver aquele fantasma pular, e cantar, e se empolgar. Alencar disse a Tiago Barizon que tinha gostado da letra da canção de Saulo Duarte porque via nela um traço dos sonhos amorosos que ele próprio, ectoplasma literário, havia sonhado na época do Romantismo. Alencar aprendeu que “Amor de piração é veneno / corre na veia solto e quando foi já viu / nem percebeu” e concluiu, todo pensamentoso: que no século XXI o amor era veneno, mas que não era nocivo, e que uma das capacidades estéticas do moço jovem que cantava era a ressignificação do amor.
E o fantasma cearense perguntou ao poeta tinhoso e jornalista gonzo Pedro Pracchia, do coletivo Escárnio e Osso, se o Brasil e o mundo tinham mudado pra melhor, se dava pra contar às estrelinhas lá do céu que havia esperança. Pedro respondeu que Saulo já tinha respondido: “apesar da crise do mal-estar e do momento / não podemos esquecer que ainda há muito o que correr / e que sonhar acalma o peito e me faz ver você sorrindo”, versos em que as imagens da mulher amada estão amalgamadas às da ressignificação do Brasil e do mundo.
Nessa hora, Alencar deu uma grande gargalhada e percebeu, então, que o amor continua inspirando os sonhos das ações concretas na realidade, que continuam inspirando mais amor. E que, portanto, Iracema e ele próprio não tinham envelhecido tanto assim. Porque as letras e as composições de Saulo Duarte e a Unidade são todas iluminadas pelo amor, que orienta os mares, os ares – e principalmente o sol: ”De que lado que o sol nasce / na praça do pôr do sol? / Não me pergunto mais / Ele vem quando você começa a sorrir”.
E na parte do ”chalalalaialailaiá”, no final, os ectoplasmas literários, agora mais visíveis devido ao calor que emanava das pingas que haviam tomado e das vibrações sonoras que haviam absorvido, cantaram junto com o público, porque haviam percebido que mais uma paisagem, antes paulistana, depois cearense e paraense, agora brasileira, se inscrevia na geografia lendária da nossa canção: a Praça do Pôr do Sol, que nasce de todos os lados, pra todas as gentes, percorrendo as curvas da estrada de Santos:
E como Alencar estava assim muito marupiara, afogado num porre mãe, o paulistano Mário apontou Fábio Cardelli, também catimbozeiro, paulista e vocalista dos Visitantes, que fazia participação histórica: ela significava que, da mesma forma que nas canções sinestésicas d’O Jardim das Horas e nas canções de amor de Saulo Duarte, havia espaço para todos os sotaques brasileiros no Projeto + Massa.
Todas as imagens de Ezyê Moleda; todos os vídeos de Gigi Grasso, um deles com a contribuição de Diogo Soares e do fantasma de José de Alencar.
Na próxima quarta-feira, as bandas O Jardim das Horas (na foto, à esquerda) e Saulo Duarte e a Unidade (à direita) sobem no palco do Projeto + Massa.
Até quarta-feira, serão publicados textos de análise de canções das duas bandas, nos mesmos moldes dos que já estão no ar, a respeito de Los Porongas, Madame Saatan e O Sonso.
Quem acompanha este blog e o Projeto + Massa desde o começo deve ter notado que tivemos de fazer uma pequena alteração nas bandas da próxima quarta-feira. A banda Madame Saatan, que tocaria ao lado de O Jardim das Horas, teve problemas e preferiu adiar a apresentação para a próxima quarta-feira.
Assim, nosso calendário ficou da seguinte maneira:
28/10 – O Jardim das Horas + Saulo Duarte e a Unidade
04/11 – Volver + Madame Saatan
11/11 – Show coletivo
Fomos notícia no jornal A Gazeta, do Acre, na coluna de Jackie Pinheiro. Clique aqui para ver a nota ou leia o texto na imagem abaixo: