O mundo não vive só do rock. Aliás, o mundo não vive por um estilo só e sem dúvida as coisas por aqui seriam muito menos interessantes se não fosse pela profusão de ritmos e estilos que existem por aí.
Existem sempre os radicais de plantão que vão gritar para todos os cantos que esse ou aquele estilo são os únicos que merecem atenção e ponto. Eu clamo a todos os músicos que não acompanhem esse pensamento. A nossa música é tão rica e é justamente essa característica do brasileiro de aceitar tão bem o que é estrangeiro que tem nos dado grandes momentos na história das composições.
Mas não vou desenvolver nenhuma tese sociológica e comportamental aqui. Eu só espero que rockeiros, sambistas, o pessoal da música eletrônica, dêem uma chance para conversar com outros ambientes musicais. Aprendam com o que tem de melhor por aí.
No caso do jazz, a improvisação tem um papel fundamental, que só consegue executar com maestria quem tem completo domínio do seu instrumento e da sua técnica.
Em 1944 o diretor Gjon Mili dirigiu o curta Jammin’ The Blues, que inclusive concorreu ao Oscar, em que grandes nomes do jazz, como Lester Young, George Red Callender, Sidney Catlett, mostravam sua técnica. Aproveitem enquanto ainda está no YouTube, a última vez tive que atualizar meu link:
Em 1950 o diretor começou o que seria a continuação desse documentário, focando exatamente nas improvisações. O projeto nunca chegou a ser completado, apesar de muitos takes terem sido gravados com gente de peso como Charlie Parker e Coleman Hawkins.

Agora a ST2 lança esse DVD que foi recuperado e completado com outros momentos da história da improvisação do jazz. Quem já acompanhou algum show de jazz sabe como um jazzman consegue levar o público em sua viagem improvisada. Recomendação para qualquer um que se interesse pelo jazz ou queira conhecer melhor esse mundo.

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