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O fim do Tim Festival

Tim Festival

Depois de seis edições chegou ao fim um dos festivais que trouxe grandes nomes da cena musical alternativa. Em um comunicado oficial enviado pela assessoria de imprensa da operadora de telefonia celular TIM, eles declaram que a verba utilizada no patrocínio do festival será alocada em outras ações de comunicação. Além do TIM Festival o Prêmio TIM de Música também dançou e saiu da planilha de investimentos da empresa. A ação já era esperada desde que o novo presidente da empresa, Luca Luciani, assumiu em janeiro e começou a executar diversas mudanças na estrutura da empresa.

As reações foram as mais diversas, tanto na blogosfera quanto em comentários nos principais veículos. Muita gente lamentando o fim, outros comemorando. Alguns criticando as escolhas que o festival fez em suas últimas edições e ressaltando a qualidade de som que era encontrada.

Reflexo da crise? É bem possível. Mas prá que tanta gritaria?

Mas não vai demorar muito para que a lacuna seja preenchida com algum novo festival desses que tem aparecido nos últimos anos.

O que eu acho estranho é como o povo que está reclamando faz questão de pontuar como vão fazer falta os shows de gente como Björk, Killers, Daft Punk, Klaxons.

Eu lamento que outras bandas não vão ter a oportunidade que Mombojó teve, por exemplo, de usar uma estrutura profissional e compartilhar o palco com outros nomes. Não ouço ninguém reclamar da falta de apoio para os artistas independentes, sejam rockeiros, jazzistas, DJs. Mas pra quê? Vez ou outra dá para pegar um desses artistas por R$5 ou R$10 em alguma casa sem o mínimo de estrutura que paga um cachê simbólico, quando paga. Não é?

Posted in Cena e Mercado.

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