Lembro-me até hoje de quando Renato Russo, em 1990, já lá vão 18 anos, declarou, em entrevista na Revista Bizz, que gostava de meninos e meninas, mas principalmente de meninos - o que já tinha sido entendido por quem tinha ouvido bem algumas canções da Legião Urbana. Eram tempos difíceis: o conservadorismo da Veja e dos desacostumados à liberdade não admitia ícones jovens, como Cazuza e Renato Russo, assumindo posturas sexuais livres de preconceitos.
Terá mudado o Brasil? Imagino que pouco. Ainda vigora o império atrasado do "macho adulto branco, sempre no comando" de que falava Caetano Veloso. E na cena independente, destaca-se a Banda Dissidente, cujas críticas políticas e comportamentais são das mais contundentes, com "Meninos ou Meninas?", no vídeo:


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