O feriado de sete de setembro foi providencial – penso que não só para mim, mas para todos os paulistanos. Agosto é mês aziago, agitado, sem descanso, em que as pessoas já começam a planejar-se para o fim do ano. Choveu demais em São Paulo nos últimos dois meses – e hoje continua chovendo. É tempo de ficar recluso, momento de não ficar se deslocando muito: é período para reflexão, mergulhos internos, revisão de planos pessoais. Ao menos é assim que o tempo maluco desta época de aquecimento global tem repercutido em mim.
Durante o feriado, fui encontrar os amigos do Julia Car, que estão em pleno processo de conclusão de um EP que deve sair em breve. Almoçamos, batemos papo e ouvimos as canções em primeira mão, no estúdio do produtor Guilherme Chiappetta – também idealizador do projeto África Lá em Casa, que me impressionou muito – especialmente agora, porque a maioria das canções parece vibrar exatamente na frequência da introspecção que comentei acima. Mais do que isso: no clipe de “Verão”, a oscilação do movimento expresso na dança, de um lado, com a imobilidade do sono, de outro, é a trilha onírica deste estranho inverno paulistano, cheio de calores e chuvas de verão. Em palavras bem simples: muitas vezes, o sonho é ponto de tangência entre a atividade do estado consciente e a imobilidade sublime da inconsciência. E não vivemos todos nesse estado?

Consciente inconsciente desatino… Lindo Rogerio!!! Estou nesta vibe tb…inacreditável e, realmente, o África é uma especial trilha para estes momentos de sonhos acordados!!! abs JUlli
Julli!
Aguardando ansiosamente as canções de vocês! Obrigado pela leitura!
Beijão!
Rogério