
Pappas Palace: Rob Santos, Julli Pop e Tatá Muniz acabam de lançar EP com participações de Clemente Nascimento, dos Inocentes e da Plebe Rude, e de Sammliz, do Madame Saatan
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Pappas Palace é um corpo orgânico eletrônico coletivo formado por Julli Pop, na voz e nas composições, Tatá Muniz, na bateria, nos vocais e nas programações, e Rob Santos, no baixo e nos vocais. É corpo porque, nas canções, faz pulsar a robustez e o colorido dos arranjos musicais e das letras. É orgânico e coletivo porque cada um de seus membros participa de um arranjo que só tem sentido se estiver completo – inclusive com a interação do público. É eletrônico porque abusa dos recursos tecnológicos que servem para expressar e ativar sentidos – mas transcende a música eletrônica e transita por sonoridades diversas, preservando a atitude rock.
O Pappas Palace guarda raízes na banda Julia Car, da qual os três integrantes fizeram parte. Os caminhos mudaram: Julli, Rob e Tatá encaminharam-se para experimentações mais maduras e sonoridade mais pop, sem perder a postura combativa, que ganhou nuances mais flexíveis, livres de classificações. Fica a critério de quem ouve dizer o que é o Pappas Palace: a banda transita entre a estética violenta e divertida de Quentin Tarantino e a simplicidade dos clássicos do fliperama. Da crítica crua do punk à passionalidade extensa da MPB: o que interessa para os três é associar diversão e informação.
A banda inicia o trabalho em 2010 com o lançamento de um EP de três composições: “Vermelhas”, “Doce” e “Triz” – títulos breves, com apenas uma palavra, que sintetizam o processo de criação de cada uma das canções, duas delas com participações de convidados, todas com a produção de Guilherme Chiappetta.
Em “Vermelhas”, o Pappas Palace explora a batida dançante do funk carioca, primando pela simplicidade e pelo entretenimento. A surpresa é a participação de Clemente Nascimento, das bandas Inocentes e Plebe Rude, nos vocais. A parceria bem-humorada do mentor do punk paulistano contribuiu para ampliar os horizontes da banda e fazê-la degustar a liberdade da música pop.
“Doce” foi composta especialmente para contar com a participação de Sammliz Lages, da banda de heavy metal paraense Madame Saatan. A programação acelerada, de sabor industrial, ganha força com o contraste entre o timbre doce da voz de Julli Pop com a ressonância apocalíptica dos vocais da paraense. O resultado é um hit dançante, que sugere ao ouvinte que chegue mais perto do Pappas Palace e que integre o corpo orgânico eletrônico coletivo através da melodia.
Em “Triz”, a banda investiga o que pode acontecer nas pequenas diferenças de tempo, nos átimos de segundo em que se pode viver uma vida inteira. E o Pappas Palace deixa o recado: é preciso cometer o exercício da liberdade por meio da composição das canções, sem medos nem amarras. Experimentada num triz e num transe intenso, orgânico, eletrônico e coletivo, a vida cotidiana ganha sentido e toma forma de resistência disciplinada, mas cheia de ludismo criativo.
Sem fronteiras, levando ao pé da letra e das letras a proposta de liberdade de composição, o Pappas Palace acredita na força conjunta da palavra entoada e das produções em trio. Julli, Rob e Tatá abusam do verso, do piano e dos samplers para que as palavras componham imagens de significados novos – uma trilha estética ousada, festiva e ressignificadora da realidade.

Rogério, tá lindo isso!!! PArabéns!!! Estou louca para ver ao vivo!!!