Faz tempo que não vamos à Argentina, não é mesmo, chicos? Hoje, os argentinos do Valentin y Los Volcanes aparecem por aqui mostrando muito boa música; “Sempre nos interesaram as bandas dos anos 90; Pixies, Nirvana, My Bloody Valentine, The pastels, Guided By Voices, Jesus & Mary Chain, The Vaselines, Flaming Lips, Yo la Tengo.. Discos que escutamos mil vezes e que foram, de alguma forma, sons da nossa adolescência” conta Jo Goyeneche. “Essas melodias e gritos e guitarras configuraram nosso gosto. Não seguimos escutando essas bandas e discos diariamente, mas elas seguem operando de maneira decisiva em algum lugar de nosso espíriti quando criamos una canção. Foram nossos heróis, assim como muitos caras lembram de sua primeira namorada como uma especie de anjo que veio salvar seu coração, nós temos essa mesma imagem dessas bandas e artistas” analisa Goyeneche.
As influências são importantes no processo de criação, mas não são o único fator a movê-lo; “É evidente que não são influências diretas, nem únicas. Quando compomos una melodia, o que acontece é algo parecido a uma grande explosão de elementos e imagens que guardamos em nossa caixa de reciclagem mental. Uma descarga múltipla que, por alguma razão mágica se sintetiza; e essa síntese é a música”. Na dualidade entre técnica x feeling, eles preferem a segunda opção; “Como não sabemos mais que alguos acordes, e nos declaramos bastante rústicos na hora de tocar nossas guitarras, gostamos de acreditar que o que guia nossa obra tem uma ponte mais direta a emoção que com a técnica. Sempre acreditamos que una boa idéia mal interpretada é muito melhor que uma idéia pobre muito bem interpretada”.
Goyeneche comenta que existem algumas diferenças entre os shows ao vivo e o CD, e ressalta que essas diferenças fazem parte do som da banda; “As vezes, o som se parece a um exército de geladeiras, outras vezes, as musicas irritam um pouco e as pessoas nos pedem um pouco mais de cuidado. Então, afinamos as guitarras e tentamos tocar com um pouco mais de delicadeza. Ao vivo, somos bastante bêbados e divertidos, cortamos cordas e gritamos como se fosse a última noite do mundo. As sutilezas, deixamos para o estúdio de gravação. Nesse momento, gostamos de buscar matizes e cores mais precisas. As duas coisas nos divertem, somos bêbados e nerds ao mesmo tempo.”
Valentin y Los Volcanes está preparando um novo trabalho para o final deste ano (quem estiver ligado na surpresa que estamos preparando vai poder escutar uma música antes do lançamento hihihi
). E o que podemos esperar do novo trabalho é também muito contraste; “Uma coleção de refrões com muita beleza e morte. Fazemos canções pop, mas fazemos com uma certa doença ou violência que termina resultando atraente. Este novo disco está centrado nas guitarras. Julián, nosso amigos e produtor (também conhecido como “El Joven Manos de Trémolo”) está ajudando a encontramos certos sons que sempre nos interessaram, mas nem sempre conseguimos alcançar. Sempre voltamos do estúdio escutando o que fizemos no dia e cada vez gostamos mais. Acreditamos que são as melhores canções que fizemos até hoje, espero que nossos amigos pensem o mesmo.”
Vão pensar, pode ter certeza
Eu estava sem dica de site ou clipe novo para postar e, no exato momento em que eu fechava esse post, recebo um email do amigo Pablo da banda chilena Masta com o link do novo clipe. Quem é que nunca teve (ou nunca foi) uma namorada assim, hein?







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