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Quem somos

IMG_8305_BaixaSomos aqueles que fazem a Identidade Musical. Lá estão nossos serviços, nossas bandas, nossos projetos. Aqui vão ficar nossas idéias, nossas divagações, nossos amigos. Se você, assim como nós, acha que tem o que falar a respeito de música, de independência e de mercado, deixe um "olá". Se quiser, pode se prolongar um pouco mais. Vamos ficar felizes em trocar experiências! Entre em contato aqui.

Tiago Barizon (na foto, à direita) é músico, DJ, produtor e comunicador. Aos 14 anos começou a tomar aulas de contra-baixo e violão, produção para rádio, cinema, vídeo, teatro e crítica de cinema. Formado em marketing, trabalhou por seis anos na área de comunicação corportativa e há cinco anos trabalha com produção musical e de eventos.

Antes de entrar para o mundo da música, Tiago Barizon tentou também exercitar sua veia literária. Nesse período teve contos e poemas publicados em alguns jornais, como a Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo. Foi em 1991 que começou a entrar no mundo da música. Influenciado pela discoteca da casa de seus pais, em que predominavam obras de grandes autores e intérpretes da música popular brasileira, optou pelo contra-baixo como primeiro instrumento e depois teve aulas de violão.

Sua primeira experiência foi com a banda de rock Código de Hamurabi, no começo dos anos 90. Junto com o Código abriu shows para Ira e Golpe de Estado, além de passar pelo circuito alternativo de casas e clubes.  Entre 1995 e 2000 passou por outras bandas e continuou com o trabalho de composição e deu os primeiros passos na interação com softwares de produção musical. Formado em marketing trabalhou entre 2000 e 2004 com comunicação corporativa e iniciou seu trabalho de produção de eventos corporativos. Sua experiência com o mundo empresarial e a criação destes eventos ajudou na formatação de projetos para eventos musicais e culturais. De forma independente no início começou a fomentar e produzir pequenos shows e eventos multi-culturais, como o Place2Go, voltado para o Hip-Hop, que contou com a presença do rapper francês Pyroman, dos DJs King e Tahira, do grafiteiro Juneca, do MC Max BO, além da equipe de B-Boys de Marcelinho Back Spin.

Também neste período começou a trabalhar como DJ em festas e casas de São Paulo. O trabalho foi uma decorrência natural de seu interesse por música e pela freqüente aquisição de novos discos para sua coleção e pesquisa de ritmos e harmonias para suas composições. Tocou em festas e eventos em lugares como Na Mata Café, MIS – Museu da Imagem e do Som, Gil Bistrot, DJ Club, Central do Brasil, Hotel Ponto de Luz, Café Concerto Uranus, Central das Artes além de festas fechadas em buffets, clubes e residências. Em 2006 profissionalizou seu trabalho com a abertura da Identidade Musical, agência e produtora que atende artistas e clientes corporativos interessados no mercado musical.

Rogério Duarte (na foto acima, à esquerda) é professor de literatura e gramática. Recentemente, concluiu dissertação de mestrado a respeito das relações entre a canção "Faroeste Caboclo", da Legião Urbana, a literatura de cordel e a literatura chamada “culta”, especialmente os romances Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e A Hora da Estrela, de Clarice Lispector. Atualmente, em sua pesquisa de doutorado, analisa as relações entre o rock português e a poesia portuguesa.

A convicção de que o rock nacional tinha interferências e contribuições relevantes para a literatura nacional guarda raízes na pré-adolescência, em que não entendia por que Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil eram considerados, por seus professores, mais “importantes” do que a Legião Urbana, os Inocentes, a Plebe Rude, o Lobão e o Camisa de Vênus. Ao mesmo tempo em que roubava clássicos da literatura portuguesa da biblioteca do avô, deliciava-se com os quadrinhos de Angeli, Laerte e Glauco; às escondidas, descobria na discoteca dos pais os “monstros sagrados da MPB” e os clássicos da Jovem Guarda, mas a eles preferia os palavrões do LP Viva do Camisa de Vênus e os protestos da Plebe Rude. Desde garoto, queria ser professor de literatura, encantado que ficou com todos professores e professoras de português que teve. Tinha o sonho secreto de analisar, em sala de aula, Cabeça Dinossauro, dos Titãs, com a mesma importância que se costuma dar a um romance de Machado de Assis.

Teve aulas de canto e violão popular, mas a indisciplina contumaz fê-lo abandonar uma carreira de músico que sequer começara. Preferiu cursar a faculdade de Letras, onde, imaginava, encontraria amparo teórico para escrever seus próprios textos literários, jamais publicados. Também foi lá que descobriu que seu avô tivera importância fundamental em divulgar autores portugueses no Brasil. Estudou, ainda sem disciplina, os clássicos das literaturas de Língua Portuguesa. Frente a eles, queimou os poemas adolescentes e mergulhou na docência. Passou por escolas, grandes e pequenas, particulares e públicas, de Ensino Fundamental e Ensino Médio, mas fincou pé mesmo nos cursinhos pré-vestibulares, em que se tornou coordenador da área de Língua Portuguesa e autor de material didático.

Depois da dolorosa impressão que lhe causou a morte do pai, abandonou temporariamente o cotidiano agitado dos pré-vestibulares e decidiu-se por tentar casar as duas paixões, o rock e a literatura, resgatando as contradições das leituras adolescentes. Surgiu, então, a idéia do mestrado, apoiada incondicionalmente pela professora Marlise Vaz Bridi, da época da graduação. Numa enfiada de acasos que só Deus explica, acabou conhecendo Clemente Nascimento, dos Inocentes e da Plebe Rude, que o convidou para escrever, no site Showlivre, artigos a respeito das relações entre o rock e a literatura. Nas semanas em que concluía a redação do mestrado, reatou contato com Tiago Barizon – amigo do Michel, da época de colegial e do Cartoon Bar and Roll –, que se dedicava à produção musical. Enviou-lhe um email disfarçando a vontade de escrever no Barizon.Net, mas, felizmente, a mensagem foi entendida. Hoje, faz tudo que gosta: escreve a respeito de rock e literatura na internet e mantém um blog com textos literários pessoais, além de continuar lecionando gramática e literatura no pré-vestibular e em um preparatório para a carreira de diplomacia do Itamaraty.


2 Responses

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  1. Bárbara says

    Como eu faço para conseguir um contato do Carlos Rogério? Estou no 4 semestre de jornalismo, fazendo um documentário sobre as composições do ROGER, do "Ultraje a Rigor" e queria muito saber se você poderia dar um depoimento, já lí um texto que você escreveu sobre as músicas dele e é exatamente disso que eu estava precisando.
    Se puder entrar em contato comigo, ou me passar algum modo de falar com você, eu ficaria extremamente grata.

    Obrigada, desde já..... Bárbara Garcia Gengo

  2. @minerio says

    Olá Tiago!
    Agora que conheci o blog, irei acompanha-lo com frequência. Já está nos meus favoridos!
    Abraço



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