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	<title>Blog da Identidade Musical &#187; Rogério</title>
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		<title>Renovação do gosto e do público</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 01:19:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aforismos de Inferninho]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/12/22/renovacao-do-gosto-e-do-publico/' addthis:title='Renovação do gosto e do público'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Em relação à substituição dos modelos clássicos, intelectuais e aristocráticos pelos modelos, sentimentais, românticos e burgueses, na Inglaterra dos séculos XVIII e XIX, Arnold Hauser afirma o seguinte: [...] apontou-se, corretamente, que o mero desejo de novidade desempenha um papel relativamente pequeno na diversificação de estilos e que quanto mais antiga e desenvolvida uma tradição [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/12/22/renovacao-do-gosto-e-do-publico/' addthis:title='Renovação do gosto e do público' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em relação à substituição dos modelos clássicos, intelectuais e aristocráticos pelos modelos, sentimentais, românticos e burgueses, na Inglaterra dos séculos XVIII e XIX, Arnold Hauser afirma o seguinte:</p>
<p style="text-align: right;">[...] <em>apontou-se, corretamente, que o mero desejo de novidade desempenha um papel relativamente pequeno na diversificação de estilos e que quanto mais antiga e desenvolvida uma tradição de gosto, menor inclinação por mudanças revelará espontaneamente. Por conseguinte, só com dificuldade pode um novo estilo se impor, caso não se dirija a um novo público. </em></p>
<p style="text-align: right;">HAUSER, Arnold. <strong><a href="http://www.martinsmartinsfontes.com.br/catalogo_det.php?id=142" target="_blank">História Social da Arte e da Literatura</a></strong>. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p.550.</p>
<p style="text-align: left;">Partindo do pressuposto de que o estudioso está certo &#8211; e levando em consideração, é claro, que ele se refere aos primórdios do que conhecemos como indústria cultural, apresento as seguintes provocações de inferninho:</p>
<p style="text-align: left;">01. Com a parafernália da indústria fonográfica, parece evidente que a formação do gosto do grande público é o grande desafio da cena independente, hoje, no Brasil. Brigar com o poder dos jabás e das rádios é brigar com cachorros bem grandes &#8211; bem maiores do que se podia imaginar há cerca de dez anos, em que todos nos empolgávamos inocentemente com a internet. Em outras palavras: todo mundo sabe que é mais fácil ouvir o enlatado da rádio do que ouvir as novas propostas de canção dos independentes;</p>
<p style="text-align: left;">02. A recente polêmica referente à relação do Circuito Fora do Eixo com a Abrafin, e depois do mesmo Circuito com os agentes culturais &#8211; pra falar de maneira geral &#8211; do Estado de Pernambuco, dá a medida da extensão do problema. De fato, somente o Fora do Eixo e a Abrafin obtiveram, na última década, relevância e poder de fogo para, em termos nacionais e internacionais, capilarizar eventos e veicular conteúdos alternativos aos tradicionalmente vendidos pela indústria fonográfica;</p>
<p style="text-align: left;">03. Acontece que o Circuito Fora do Eixo, depois de um primeiro surto criativo &#8211; com Macaco Bong, Los Porongas, Vanguart, Porcas Borboletas, Madame Saatan, por exemplo &#8211; prescindiu do critério estético na escolha das bandas que circulariam nos festivais, sob pretextos que causam larga insatisfação entre muitos músicos, produtores e outros profissionais ligados à produção musical;</p>
<p style="text-align: left;">04. Já se afirmou &#8211; entre os próprios organizadores de festivais do Fora do Eixo &#8211; que o público frequenta o evento, muitas vezes, sem se importar com as bandas que lá serão apresentadas. Muitas vezes o festival é evento que, dependendo do lugar em que se realiza, é a única ocorrência cultural, de conteúdo jovem, urbano e alternativo, da cidade ou da região. Portanto, obtém facilmente sucesso de público, sem que obrigatoriamente  a qualidade das bandas, do som ou da estrutura seja boa;</p>
<p style="text-align: left;">05. Eis então o tiro no pé: as bandas de propostas de fato relevantes podem ficar de fora, se não se dobrarem à proposta muitas vezes inegociável da organização capitaneada pelo Fora do Eixo e pela Abrafin, nesta altura quase amalgamados um no outro. Cai a qualidade do evento, cai o processo de formação do público e sua permeabilidade a conteúdos estéticos <em>heréticos, </em>roubando um termo de Bourdieu, na citação a seguir:</p>
<p style="text-align: right;"><em>O discurso herético deve contribuir não somente para romper com a adesão ao mundo do senso comum, professando publicamente a ruptura com a ordem ordinária, mas também produzir um novo senso comum e nele introduzir as práticas e as experiências até então tácitas ou recalcadas de todo um grupo, agora investidas de legitimidade conferida pela manifestação pública e pelo reconhecimento coletivo.</em></p>
<p style="text-align: right;">BOURDIEU, Pierre. <strong><a href="http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?ID=40371" target="_blank">A economia das trocas linguísticas</a></strong>. São Paulo: Edusp, 1996. p. 119.</p>
<p style="text-align: left;">Desde o século XVIII, em terras distantes, o público resiste inerentemente a conteúdos novos. As instituições que poderiam veiculá-los, hoje, no Brasil, com maior agilidade, capricharam nas articulações em rede, na revolução dos meios de difusão e de divulgação, nas formas de autogestão de si mesmas e da carreira das bandas. Mas parecem cometer, <a href="http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?ID=40371">i</a>nfelizmente, em alguns momentos, o mesmo erro tradicional da envelhecida indústria cultural: <em>seus gestores parecem ser pouco sensíveis às manifestações e às questões propriamente artísticas </em>- daí a confusão toda.</p>
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		<title>Daniel Groove e a cidade sem horizonte</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 12:06:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Métrica do Grito]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Groove]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Escariz]]></category>
		<category><![CDATA[Los Porongas]]></category>
		<category><![CDATA[O Sonso]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Mais Massa]]></category>
		<category><![CDATA[Vivi Rodrigues]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/10/11/daniel-groove-e-a-cidade-sem-horizonte/' addthis:title='Daniel Groove e a cidade sem horizonte'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>No primeiro plano, da primeira a última cena, o clipe de Cadê Você, dirigido por Eduardo Escariz e Vivi Rodrigues, põe em evidência Daniel Groove, especialmente em sua dimensão como artista, o rosto muitas vezes sisudo, que a ambiência da canção pede, já que versa sobre a falta do outro; mas se investigarmos um pouco [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/10/11/daniel-groove-e-a-cidade-sem-horizonte/' addthis:title='Daniel Groove e a cidade sem horizonte' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/TtGP34y9A44" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>No primeiro plano, da primeira a última cena, o clipe de <em>Cadê Você, </em>dirigido por Eduardo Escariz e Vivi Rodrigues, põe em evidência Daniel Groove, especialmente em sua dimensão como artista, o rosto muitas vezes sisudo, que a ambiência da canção pede, já que versa sobre a <em>falta do outro</em>; mas se investigarmos um pouco mais, perceberemos que o clipe transcende a dimensão de espetáculo e mergulha mesmo no universo mais íntimo do sujeito poético Daniel Groove e do sujeito comum Daniel, integrando-os num só e transcendendo-os para muito além do que pode imaginar o espectador.</p>
<p>Os primeiros segundos do clipe já acenam para a ideia de que está por se constituir, diante de nossos olhos, uma personagem. Daniel monta um cenário, do qual fazem parte gravuras diversas e, especialmente, a moldura de espelho a que falta espelho, que foi utilizada em ensaio fotográfico da época do <a href="http://identidademusical.com.br/blog/projeto-mais-massa/"><strong>Projeto Mais Massa</strong></a>. Recado dado, depois do <em>fade out: </em>o que vem a seguir é ficção, carregada de promoção da banda e de seu trabalho &#8211; esta é a vocação inicial do vídeo-clipe, desde seus primórdios, com os Beatles &#8211; e da consolidação de um <em>ícone &#8211; </em>o próprio Daniel Groove, personagem da Augusta, o cearense enorme e barbudo que conhece os músicos, o público, os donos das casas noturnas, os garçons do botequim, os intelectuais e os jornalistas. Ele veste a camisa, empunha o violão e canta &#8211; Daniel é todo sua arte no vídeo, da mesma forma que é todo sua vida nas canções que compõe.</p>
<p>O vídeo pode ser entendido, portanto, como desdobramento dessa promoção, como se intentasse inscrever Daniel em São Paulo, para além da Rua Augusta, mas especialmente no centro da cidade. Mas me parece que ainda é pouco: aos primeiros acordes da canção, Daniel Groove, já erigido em personagem, observa atentamente o céu. (Quem é que olha o céu em São Paulo?) Arrisco dizer que <em>onde falta horizonte, recorre-se ao céu como ponto de fuga</em>. Assim, a cena inicial aponta o encontro do Daniel Groove personagem com o Daniel Groove empírico, pessoa, meu amigo &#8211; aquele que, apesar de instalado num espaço sem horizonte, intenta alcançar espaço na galeria dos grandes compositores brasileiros. E consegue.</p>
<p>Mas não poderia ser diferente a sensação de solidão, que permeia todo o clipe. No show de lançamento de <em>O Segundo Depois do Silêncio, </em>dos <a href="http://losporongas.com.br/"><strong>Los Porongas</strong></a><em> </em>no Centro Cultural São Paulo, Diogo Soares afirmou que ir a São Paulo viver de música era loucura. Suponho mesmo que seja, sobretudo devido à sensação de solidão ou de isolamento que observei diversos artistas experimentarem na cidade. É preciso respeitar o poder que ela tem de oprimir, mas é necessário não acovardar-se diante dela, sob o perigo de ser atropelado por um Mercedez: a lógica cruel do mercado &#8211; coração da cidade de São Paulo &#8211; aprecia destruir as vidas daqueles que acreditam que o amanhã pode ser diferente do hoje.</p>
<p>Mas Daniel Groove é que atropela a cidade, por assim dizer. Primeiro, amanhece olhando o céu, na falta do horizonte, lembrando-se das conquistas e das tragédias pessoais, mas seguindo adiante &#8211; daí a ideia constante de <em>movimento </em>no clipe. Daniel transita o tempo todo na cidade do trânsito, circula pelas artérias da pressa, do trabalho, da busca cega por sobrevivência e dinheiro. Mas ironiza tudo isso, quando se deita no viaduto sobre o congestionado corredor Leste-Oeste da cidade &#8211; isto é, enquanto corre o fluxo do mercado, Daniel pára e observa o céu, espécie de mantra visual que parece alertar, inspirado em Carlos Drummond de Andrade, que &#8220;O presente é tão grande, não nos afastemos / Não nos afastemos muitos, vamos de mãos dadas&#8221;. Bastam, para Daniel, as separações inevitáveis e indesejadas que a vida impõe: daí a cena em que surgem os amigos e parceiros Saulo Duarte e João Eduardo. O Daniel personagem integra-se ao Daniel empírico e real quando ambos se apercebem que a canção, embora integre, transcende a lógica da cidade, que não pára. Por isso ele pára no meio da cidade, ou pára a cidade, quando canta, em performance inesquecível para quem já assistiu aos shows do Sonso.</p>
<p>Assim, toda a ambiência de ruas vazias e amplas do clipe &#8211; o Minhocão sem carros nem pessoas &#8211; não dá apenas a dimensão da experiência solitária da cidade, mas também amplifica o alcance dessa solidão em nossos íntimos. São Paulo tem quinze milhões de pessoas, e a maioria delas se sente solitária. Pra lidar com isso, uns frequentam terapia, outros botequim; tem gente que trabalha das seis da manhã à meia-noite, tem gente que foge pra longe. Daniel Groove senta no olho do furacão e transforma as experiências em canções &#8211; e o clipe em que, além de Daniel, a grande protagonista é São Paulo só poderia ter como fio condutor uma canção sobre a <em>falta do outro</em>.</p>
<p>Lá pelos três minutos e meio, observa-se em branco-e-preto uma <em>sequência de Daniéis</em> todos fictícios, versões caricaturais daquele outro, solitário. Não suponhamos que haja necessariamente um Daniel primordial ou verdadeiro, porque talvez não exista isso em ninguém (somos todos, um pouco mais ou um pouco menos, personagens de nós mesmos), mas imaginemos o Daniel consigo próprio, solitário; é difícil imaginá-lo sem <em>espetáculo</em>, mesmo nas situações corriqueiras, como torcedor de futebol ou leitor contumaz de livros-cabeça. A concepção visual dos diretores, agora, acaba por ironizar a própria dimensão do espetáculo em si e por si, que pode cair na artificialidade pura. Certamente não é o que ocorre com O Sonso, especialmente nas apresentações ao vivo, cuja potência está rigorosamente concentrada na <em>autenticidade </em>de Daniel quando sobe ao palco: concluídas as caricaturas, a imagem recupera as cores, a vida, e Daniel volta ao figurino conhecido e ao violão em punho, cantando a plenos pulmões. O clipe conclui-se, assim, com a integração do Daniel do espetáculo &#8211; no palco e nas entrevistas de imprensa &#8211; e do Daniel da intimidade &#8211; nos churrascos do <a href="http://pt-br.facebook.com/cambuciroots"><strong>Cambuci Roots</strong></a>.</p>
<p>Nos últimos acordes, a canção conclui-se com o céu ao fundo, a luz delineada por uma árvore feia &#8211; Drummond se a visse diria que é feia, mas é realmente uma árvore, que deixou em segundo plano a especulação dos grandes guindastes e que furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio da cidade.  As canções de Daniel Groove pontuam ao espectador que é por meio da arte que se constitui o sumo autêntico da vida &#8211; mesmo numa cidade sem horizontes.</p>
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		<title>Inocentes e as notícias (velhas e novas) da semiperiferia do capitalismo</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 21:48:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Máquina do Tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/07/21/inocentes-e-as-noticias-velhas-e-novas-da-semiperiferia-do-capitalismo/' addthis:title='Inocentes e as notícias (velhas e novas) da semiperiferia do capitalismo'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Eu poderia viajar para muitos lugares, mas acabei me metendo no que Boaventura de Sousa Santos chama de semiperiferia do capitalismo. Não me estendo na teoria, afinal este é um blog de música. Basta dizer que o tal Boaventura propõe &#8220;desmercadorizar&#8221; a sociedade &#8211; o que, em si, já é uma proposta maravilhosa, fodidamente radical. [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/07/21/inocentes-e-as-noticias-velhas-e-novas-da-semiperiferia-do-capitalismo/' addthis:title='Inocentes e as notícias (velhas e novas) da semiperiferia do capitalismo' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu poderia viajar para muitos lugares, mas acabei me metendo no que Boaventura de Sousa Santos chama de semiperiferia do capitalismo. Não me estendo na teoria, afinal este é um blog de música. Basta dizer que o tal Boaventura propõe &#8220;desmercadorizar&#8221; a sociedade &#8211; o que, em si, já é uma proposta maravilhosa, fodidamente radical. Se quiser conhecer mais desse senhor, <a href="http://www.boaventuradesousasantos.pt/pages/pt/homepage.php" target="_blank"><strong>entre no site dele</strong></a>, ou leia ao menos <a href="http://restosefragmentos.blogspot.com/2011/06/para-uma-sociedade-melhor.html" target="_blank"><strong>este texto</strong></a> no meu blog pessoal.</p>
<p>Só quero escrever o seguinte: os <a href="http://inocentes.com.br/"><strong>Inocentes</strong></a>, mais uma vez, mostram que tinham uma percepção extremamente acertada do mundo. Enquanto todos diziam que as coisas iam melhorar &#8211; estou me referindo ao fim dos anos 80 e início dos 90, quando a promessa do neoliberalismo ainda convencia os mais incautos de que talvez funcionasse &#8211; eles cantavam assim:</p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/FAsz9Xjkwqc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Até hoje, a lógica do neoliberalismo não funcionou &#8211; e o fascismo assumiu novas formas. E o mais impressionante é que os Inocentes já anteviam tudo: em Lisboa e Atenas, as pixações anarquistas hostilizam os fascistas e nazistas, que vêm renascendo, sob diversas formas, como explica o tal Boaventura, <strong>no <a href="http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=14709" target="_blank">livro mais recente que publicou</a></strong>.</p>
<p>Hoje, na Europa periférica, as pessoas estão nas ruas. Na <a href="http://www.google.com/maps?q=Pra%C3%A7a+Sintagma,+Atenas,+Gr%C3%A9cia&amp;hl=pt-BR&amp;ie=UTF8&amp;sll=37.993187,23.744287&amp;sspn=0.013427,0.027595&amp;z=16" target="_blank"><strong>Praça Syntagma</strong></a>, em Atenas, o pessoal está acampado em reação ao capitalismo e à lógica do mercado irracional de capitais. O movimento é este aqui: <a href="http://www.real-democracy.gr/pt"><strong>http://www.real-democracy.gr/pt</strong></a>. Mesma coisa na Espanha (<a href="http://acampadabcn.wordpress.com/"><strong>http://acampadabcn.wordpress.com/</strong></a>), onde até Eduardo Galeano apareceu pra fazer visita:</p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/rKc-lal1HJM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Minha primeira hipótese &#8211; que roubei de Roberto Schwarz, que analisa Machado de Assis -, que só lanço aqui, pra levantar poeira, é simples: os Inocentes já sabiam de tudo isso porque tinham uma perspectiva privilegiada pra conhecer as contradições da falsa consciência do sistema: olhavam tudo a partir da periferia da periferia do capitalismo.</p>
<p>Não é à toa que Clemente afirma, no documentário <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=8410263449371817356" target="_blank"><strong>Botinada</strong></a>, a respeito das origens do Movimento Punk no Brasil: se esse movimento não tivesse sido criado na Inglaterra, teria origem na periferia de São Paulo.</p>
<p>E a segunda hipótese: o rock and roll &#8211; sem ser cantado em inglês &#8211; é a melhor trilha sonora para a movimentação das pessoas, em novas formas, sem os limites da democracia participativa e partidária.</p>
<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/C0LMsDj0TZA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Não estarão gregos, portugueses e irlandeses cantando esta canção hoje?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lançamento: África lá em Casa, disponível para download, com show no Centro Cultural</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 13:22:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Shows]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/06/15/lancamento-africa-la-em-casa-disponivel-para-download-com-show-no-centro-cultural/' addthis:title='Lançamento: África lá em Casa, disponível para download, com show no Centro Cultural'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>O amigo Guilherme Chiappetta avisa por email que, no domingo dia 19, tem lançamento do álbum novo do África la em Casa, que está disponível para download no link a seguir: O show vai rolar às 18h no Centro Cultural São Paulo, na Rua Vergueiro. A entrada é gratuita.<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/06/15/lancamento-africa-la-em-casa-disponivel-para-download-com-show-no-centro-cultural/' addthis:title='Lançamento: África lá em Casa, disponível para download, com show no Centro Cultural' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mobile-photo" style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/-FnzPJC8bO1M/TfbdmA2DEkI/AAAAAAAAAkk/fE1OUQYLhNg/s400/Flyer%2BCCSP-716033.jpg" alt="" width="283" height="400" /></div>
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<div class="mobile-photo" style="text-align: left;">O amigo Guilherme Chiappetta avisa por email que, no domingo dia 19, tem lançamento do álbum novo do <a href="http://africalaemcasa.com.br/"><strong>África la em Casa</strong></a>, que está disponível para download no link a seguir:</div>
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<div class="mobile-photo" style="text-align: left;">
<div>O show vai rolar às 18h no <a href="http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_musica_popular.asp"><strong>Centro Cultural São Paulo, na Rua Vergueiro</strong></a>. A entrada é gratuita.</div>
</div>
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		<title>Novas canções de Jair Naves</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 21:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Métrica do Grito]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/05/09/novas-cancoes-de-jair-naves/' addthis:title='Novas canções de Jair Naves'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Mais uma vez, tive a chance de escrever um texto, pedido de Jair Naves, a respeito de duas novas canções que ele disponibilizou na internet. Ouça e baixe as canções no http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/jair_naves. Abaixo, o texto: Depois do EP Araguari, lançado em fevereiro de 2010, Jair Naves agora apresenta ao público duas novas canções de seu [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/05/09/novas-cancoes-de-jair-naves/' addthis:title='Novas canções de Jair Naves' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><a href="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/capa_jair.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-4083" title="capa_jair" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/capa_jair-1024x567.png" alt="" width="553" height="306" /></a>Mais uma vez, tive a chance de escrever um texto, pedido de Jair Naves, a respeito de duas novas canções que ele disponibilizou na internet. Ouça e baixe as canções no <a href="http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/jair_naves" target="_blank"><strong>http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/jair_naves</strong></a><strong>.</strong></em></p>
<p>Abaixo, o texto:</p>
<p>Depois do EP Araguari, lançado em fevereiro de 2010, Jair Naves agora apresenta ao público duas novas canções de seu trabalho solo – “Um passo por vez” e “Minha cúmplice, minha irmã, minha amante”. Nesse trabalho, Jair nuança o universo temático particular explorado em composições anteriores e aprofunda as entoações que ganharam fãs ao longo de toda a carreira do compositor.</p>
<p>Primeiramente, “Um passo por vez” soa como progressão quase matemática – portanto, organizada de forma racional – de um emaranhado afetivo que vai, em dolorosa gradação, compondo os passos que constituem e implodem o sujeito da canção. Os primeiros acordes lembram a ambiência sonora de “Araguari I (Meus Amores Inconfessos)” – mas os contornos que delineiam o sujeito são aqui definitivamente menos nostálgicos: o sujeito é “pouco mais que a soma de incontáveis hematomas”, à moda de andrajo melódico “de um percurso errático, sobre escombros”.</p>
<p>“Dar um passo por vez” é, assim, espécie de mantra subvertido para consolar e dar sobrevida a uma identidade constituída sobre o fracasso e a fratura. A relação falhada com o irmão, perdida no tempo cego do orgulho, e a incapacidade de apaixonar-se são as expressões desse sujeito que hesita em vincular-se devido a certa onipotência que fica desvelada na melancolia da progressão melódica: não há quem o detenha, ele não admite exceções à regra. O descompasso entre a experiência subjetiva e a vida concreta vem marcado entre aspas, pois o emprego, a rotina e a mulher amada não correspondem às incongruências ilimitadas que por vezes contaminam o cotidiano e mergulham o sujeito na mais funda solidão. Finalmente, “dar um passo por vez” é o refrão de um sujeito viciado de si, em tentativa permanente de reabilitação da própria vida afetiva por meio de uma conta simples e precisa, compassada, da ordem da razão – exatamente para evitar perdê-la.</p>
<p>Mas, em “Minha cúmplice, minha irmã, minha amante”, o sujeito poético de Jair Naves deixa vazar no tom declamatório dos versos e na pequena extensão da canção o desejo de “fugir da solidão”, a esperança pelo milagre de “nascer de novo” e de “recuperar o gosto pela vida”. É a perda da cúmplice do título que pontua a entoação marcada ao piano: a predestinação maldita do eu – que permeia toda a obra de Jair Naves, seja nas canções solo, seja nas do antigo Ludovic – se espraia à cúmplice, à irmã, à amante, levada pelos policiais e chorada à entrada do presídio. Amante e amada estão amalgamados pela má sorte, pela “existência que não se justifica”, que remete ao Drummond do “Poema de Sete Faces”. Os pontos de fuga, aqui, são a “luz de alcance curto rastejante sob a porta” e a lembrança carinhosa da menina mais bonita – pequenos lampejos líricos (daí a impressão, em alguns trechos, de que se ouve um poema declamado) de um sujeito fraturado que está à cata – um passo por vez, de bar em bar – da reconstituição de si próprio por meio do amor, a despeito da vontade de dormir pra sempre.</p>
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		<title>Por que Jair Naves</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 19:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Métrica do Grito]]></category>
		<category><![CDATA[Jair Naves]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/04/14/jair-araguari/' addthis:title='Por que Jair Naves'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Talvez as canções de Jair Naves tenham sido, no ano passado, uma unanimidade. Não vi comentário, tuitada, feicebucada, nada que não incensasse o EP Araguari, cujo release tive o prazer de escrever. No pouco tempo que tenho na Identidade Musical, ainda me encanto quando algum compositor ou banda me mostra uma canção inédita, que não [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/04/14/jair-araguari/' addthis:title='Por que Jair Naves' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/SgS4AXRb1A0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Talvez as <a href="http://www.myspace.com/jairnaves" target="_blank"><strong>canções de Jair Naves</strong></a> tenham sido, no ano passado, uma unanimidade. Não vi comentário, tuitada, feicebucada, nada que não incensasse o EP <em>Araguari</em>, cujo release tive o prazer de escrever. No pouco tempo que tenho na <a href="http://www.identidademusical.com.br/site/" target="_blank"><strong>Identidade Musical</strong></a>, ainda me encanto quando algum compositor ou banda me mostra uma canção inédita, que não foi a público. Foi o que aconteceu com as do Jair: ele me mandou cada uma delas, por email, com as letras, e a cada audição eu me fascinava mais com a capacidade que esse compositor tem de criar universos particulares e completos, embora caóticos, em cada uma de suas canções.</p>
<p>Usando a literatura para me explicar: quando lemos <a href="http://www.casadobruxo.com.br/poesia/m/evocacao.htm" target="_blank"><strong>a &#8220;Evocação do Recife&#8221;, de Manuel Bandeira</strong></a>, tomamos contato com a Recife da infância do poeta (ou do sujeito poético, se quisermos): algumas pessoas da família, outras das ruas, o alumbramento pela moça que ele viu nuinha no banho; mas todas essas pessoas e experiências, transformadas em poema, deixam de ser da vida empírica e ganham novos sentidos na obra literária. Alguns escritores têm essa habilidade que Bandeira dominava completamente: tomam os espaços, os tempos, as experiências, e transformam tudo isso em material poético, sem que isso se transforme em tentativa de <em>cópia</em> da vida concreta &#8211; o que, em última análise, é impossível. Trata-se de efeito poderoso, esse, de transformar a própria vida em material artístico, ao mesmo tempo mostrando e escondendo &#8211; mostrando porque a experiência, no caso de Jair, vivida em Araguari está exposta no nome do EP e de duas canções; escondendo porque elas não são relatos lineares, ao contrário: são impressões que ganharam forma organizada de que se compõe o universo particular de Jair.</p>
<p>Minha preferida é mesmo &#8220;Araguari I (Meus Amores Inconfessos)&#8221;, exatamente porque se engana quem supõe encontrar na canção a descrição da infância feliz ou infeliz do compositor. Algumas falas do filme <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Irm%C3%A3os_Naves" target="_blank"><strong>O Caso dos Irmãos Naves</strong></a></em>, nacionalmente famoso (tanto o filme como o caso do título), já apontam a ambiência que prevalecerá na canção, e no EP como um todo: a de tortura em ambiente opressor, a de confissão de crimes não cometidos. É assim que se pode ler &#8220;Araguari I&#8221;: o sujeito que ali canta está em pleno estado de <em>confissão</em> por ações que são crimes, ao menos na perspectiva da &#8220;multidão&#8221; que o persegue nos primeiros versos.</p>
<p>Mas não nos esqueçamos de que o caso dos Irmãos Naves ocorreu em 1937, em pleno <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Novo_(Brasil)" target="_blank"><strong>Estado Novo varguista</strong></a>, ainda reprimindo barbaramente quaisquer vozes que se levantassem &#8211; é o que está registrado nas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3rias_do_C%C3%A1rcere_(Graciliano_Ramos)" target="_blank"><strong><em>Memórias do Cárcere</em>, de Graciliano Ramos</strong></a>, outro que soube dar feição literária às experiências pessoais, também em forma de confissão. Da mesma forma, o sujeito da canção de Jair é perseguido por uma multidão, talvez injustamente: no espaço das &#8220;ruas dormentes&#8221; ecoam sermões, em alusão à moralidade católica e repressora, ainda mais acentuada por a cidade de Araguari situar-se em Minas, estado tradicionalmente associado à Igreja, pela história que guarda. Levanto aqui a hipótese de que o crime cometido esteja nos versos seguintes: &#8220;ninguém larga tudo impunemente / o abandono é a pior traição&#8221;. Talvez eu esteja errado, mas esses versos sempre me sugeriram a imagem do menino que quer mais do que a pequena cidade pode oferecer.</p>
<p>A literatura, o cinema e o imaginário brasileiros estão forrados desses meninos das cidades do interior e que insistem em transcender os limites, subvertendo as instituições que representam o poder, como a polícia ou a igreja. Todos eles abandonam a cidade de origem, para a reverem depois, adultos, e constatarem que ela mudou pouco ou nada, mas que eles não são mais quem eram antes &#8211; e que aquela cidadezinha que lhes representava o primeiro obstáculo, no passado, acaba por ser, no presente, o último laço consigo próprios.</p>
<p>Talvez seja esse o motivo da recepção positiva do trabalho de Jair Naves: a capacidade que ele tem de fazer experiências próprias ganharem forma artística, que não diz só a respeito deles, mas a uma tradição a que pagam tributo &#8211; a da literatura e da canção brasileiras &#8211; e ao próprio público. É a nostalgia, mesmo das coisas que o sujeito mal viveu: uma espécie de sentimento de geração, que nos faz reconstruir as próprias memórias. Se não me engano, Jair tem a mesma idade que eu, nascido em meados da década de 70: não experimentamos completamente a repressão de outra ditadura, a Militar, nas suas piores expressões, mas certamente vivemos alguns reflexos da ebulição política que o país vivia &#8211; mais uma, na história turbulenta do Brasil ao longo do século XX.</p>
<p>Fico com a impressão de que a multidão talvez tenha perseguido o sujeito da canção devido à sua capacidade de <em>largar tudo</em>, isto é, de abrir-se ao que não está inscrito nas linhas e entrelinhas dos discursos conservadores que ecoam pela cidade. É o sujeito jovem, que não tem nada a perder, sem temor, subversivo ao olhar repressor, o homem novo que acredita ter o mundo à sua disposição, pronto para enfrentar as adversidades e os poderes, de onde quer que venham. O que não significa que não haja nostalgia: o sujeito não é mais criança, os pais estão sob sua responsabilidade &#8211; e reatar os laços com o passado, que permanece intacto, faz que o que antes era obstáculo, agora seja ponto de encontro do consigo próprio. A perda &#8211; e toda melancolia da canção tem núcleo aí &#8211; não está só nas mudanças externas, mas principalmente no desaparecimento daquela capacidade de &#8220;largar tudo impunemente&#8221;, expresso no retorno &#8220;envelhecido e hesitante&#8221;.</p>
<p>Os &#8220;sonhos que eu sonhei, a &#8220;leveza dos amores que eu desperdicei&#8221;, &#8220;As brigas que eu comprei&#8221;, os &#8220;amores inconfessos&#8221;: são estes os atos e as intenções que moveram o sujeito, no passado circunscrito pela cidade de Araguari, a voltar a ela. O encontro do sujeito do passado com o sujeito do presente ganha expressão em &#8220;Araguari I&#8221;, e por mais que esse enlace soe caótico, na obra de Jair Naves ele ganha coerência artística e acaba por transcender a experiência pessoal e reverberar na cultura brasileira, no público e em mim, que partilho das mesmas nostalgias.</p>
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		<title>Rock e Filosofia, no CCBB</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 16:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Métrica do Grito]]></category>
		<category><![CDATA[Rock e Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/04/01/rock-e-filosofia-no-ccbb/' addthis:title='Rock e Filosofia, no CCBB'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Divulgação da Revista Cult a respeito de uma série de palestras sobre rock e filosofia. Me parece imperdível. Aqui, o link da Revista, e aqui o blog do evento. E fica uma ideia na minha cabeça: criar um evento similar usando os temas dA Métrica do Grito. Abaixo, os eventos e o serviço. Numa série [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/04/01/rock-e-filosofia-no-ccbb/' addthis:title='Rock e Filosofia, no CCBB' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Divulgação da Revista Cult a respeito de uma série de palestras sobre rock e filosofia. Me parece imperdível. <a href="http://revistacult.uol.com.br/home/2011/03/mentes-e-ouvidos-atentos/" target="_blank"><strong>Aqui, o link da Revista</strong></a>, e aqui <a href="http://afilosofiadorock.blogspot.com" target="_blank"><strong>o blog do evento</strong></a>. E fica uma ideia na minha cabeça: criar um evento similar usando os temas d<a href="http://identidademusical.com.br/blog/category/metricadogrito/" target="_blank"><strong>A Métrica do Grito</strong></a>.</p>
<p>Abaixo, os eventos e o serviço.</p>
<p><em>Numa série de aulas-show, realizada uma vez por mês, a filósofa Márcia Tiburi recebe convidados para debater questões relacionadas a esses dois universos, na busca por um “nexo entre o pensamento reflexivo da filosofia e o rock como revelador das angústias humanas”, afirma a curadora Márcia Tiburi. “Precisamos perguntar o que é o rock e o que ele tem feito de nós que o ouvimos e nos formamos por meio dele”, completa ela. </em></p>
<p><em><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></em></p>
<p><em> 5/4 –Márcia Tiburi e Thedy Corrêa – Bob Dylan e Walter Benjamin<br />
</em></p>
<p><em>3/5 – Márcia Tiburi e Simoninha ­– Beatles e Wittgenstein<br />
</em></p>
<p><em>7/6 – Marcia Tiburi e Elisa Gargiulo – As Mulheres na História do Rock<br />
</em></p>
<p><em>5/7 – Márcia Tiburi e Thedy Corrêa – Legião Urbana e Michel Foucault<br />
</em></p>
<p><em>9/8 – Márcia Tiburi e Kid Vinil – Punk Rock e Nietzsche<br />
</em></p>
<p><em>13/9 – Márcia Tiburi e Thedy Corrêa – Velvet Underground, Nietzsche e as Filosofias Pós-Modernas<br />
</em></p>
<p><em>4/10 – Márcia Tiburi e Nelson Motta – Rolling Stones e as Filosofias Negativas<br />
</em></p>
<p><em>8/11 &#8211; Márcia Tiburi e Thedy Corrêa – Radiohead e Nirvana, Ideologia e Sociedade do Espetáculo</em></p>
<p><em><strong>Serviço: Filosofia do Rock</strong><br />
De: 05 de abril a 08 de novembro de 2011 – sempre das 19h30 às 21h30<br />
Curadoria: Márcia Tiburi<br />
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil<br />
Rua Álvares Penteado, 112 &#8211; Centro &#8211; São Paulo<br />
(próximo às estações Sé e São Bento do Metrô)<br />
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652<br />
Aberto de terça a domingo, das 9h às 20h.<br />
Sala de cinema: 1° andar.<br />
Local: Cinema (70 lugares).<br />
Classificação etária: 10 anos.<br />
Entrada grátis ( retirar ingressos 1 horas antes do espetáculo). </em></p>
<p><em>Para mais informações &#8211; fehenrique77@hotmail.com </em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cedo e Sentado Fora do Eixo estreia com a banda Gloom</title>
		<link>http://identidademusical.com.br/blog/2011/01/29/cedo-e-sentado-fora-do-eixo-estreia-com-a-banda-gloom/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Jan 2011 14:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Audio]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/01/29/cedo-e-sentado-fora-do-eixo-estreia-com-a-banda-gloom/' addthis:title='Cedo e Sentado Fora do Eixo estreia com a banda Gloom'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Depois de namorar a cidade por mais de um ano, o Circuito Fora do Eixo definitivamente aporta em São Paulo. Já era tempo: as articulações, a capilaridade, as experiências do Fora do Eixo podem abrir portas importantes em São Paulo para o mercado de música independente. Estivemos na Casa Fora do Eixo em São Paulo [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/01/29/cedo-e-sentado-fora-do-eixo-estreia-com-a-banda-gloom/' addthis:title='Cedo e Sentado Fora do Eixo estreia com a banda Gloom' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/Cedo_Sentado_01_02_11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3827" title="Cedo_Sentado_01_02_11" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/Cedo_Sentado_01_02_11.jpg" alt="" width="514" height="720" /></a></p>
<p>Depois de namorar a cidade por mais de um ano, o <a href="http://foradoeixo.org.br/" target="_blank"><strong>Circuito Fora do Eixo</strong></a> definitivamente aporta em São Paulo. Já era tempo: as articulações, a capilaridade, as experiências do Fora do Eixo podem abrir portas importantes em São Paulo para o mercado de música independente. Estivemos na <a href="http://casa.foradoeixo.org.br/about/" target="_blank"><strong>Casa Fora do Eixo em São Paulo</strong></a> e debatemos com os caras os planos do Fora do Eixo por aqui. E gostamos. A ideia é colocar em contato músicos, produtores, selos, distribuidores, agitadores culturais, jornalistas e empolgados por música independente em geral. 2011 promete.</p>
<p>Pra começar os trabalhos, o Fora do Eixo já tem uma noite no <a href="http://www.studiosp.org/index.php" target="_blank">Studio SP</a>, a terça-feira, que será intitulada &#8220;Cedo e Sentado Fora do Eixo&#8221;. Na próxima terça, dia  01 de fevereiro, teremos a chance de assistir à banda Gloom. Confira o Myspace dos caras: <a href="http://www.myspace.com/bandagloom">http://www.myspace.com/bandagloom</a>.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Cedo e Sentado Fora do Eixo com a banda Gloom<br />
No Studio SP, Rua Augusta, 591<br />
Dia 1o. de fevereiro, a partir das 21h<br />
De graça!</p>
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		<title>Zeca Viana lança &#8220;São Paulo, Cosme &amp; Damião&#8221;, dia 29/01, na Livraria da Esquina</title>
		<link>http://identidademusical.com.br/blog/2011/01/26/zeca-viana-lanca-sao-paulo-cosme-damiao-dia-2901-na-livraria-da-esquina/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 08:27:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/01/26/zeca-viana-lanca-sao-paulo-cosme-damiao-dia-2901-na-livraria-da-esquina/' addthis:title='Zeca Viana lança &#8220;São Paulo, Cosme &#038; Damião&#8221;, dia 29/01, na Livraria da Esquina'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>No dia 29 de janeiro, sábado à noite, Zeca Viana lança o terceiro single do disco Calor &#38; Aurora com previsão de lançamento em 2011: a canção &#8220;São Paulo, Cosme &#38; Damião&#8221;. Depois da ironia crítica de &#8220;Homo Plasticus&#8221; e da rotação-translação apaixonada de &#8220;Quarto Minguante&#8221;, singles lançados em novembro e dezembro de 2010 em [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2011/01/26/zeca-viana-lanca-sao-paulo-cosme-damiao-dia-2901-na-livraria-da-esquina/' addthis:title='Zeca Viana lança &#8220;São Paulo, Cosme &#038; Damião&#8221;, dia 29/01, na Livraria da Esquina' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/livraria_flyergirl_29jan.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3816" title="livraria_flyergirl_29jan" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/livraria_flyergirl_29jan.jpg" alt="" width="336" height="346" /></a></p>
<p>No dia 29 de janeiro, sábado à noite, Zeca Viana lança o terceiro single do disco <em>Calor &amp; Aurora</em> com previsão de lançamento em 2011: a canção &#8220;São Paulo, Cosme &amp; Damião&#8221;.</p>
<p>Depois da ironia crítica de <a href="http://zecaviana.baritonerecords.com.br/">&#8220;Homo Plasticus&#8221;</a> e da rotação-translação apaixonada de <a href="http://beetmo.com/zecaviana/quarto/">&#8220;Quarto Minguante&#8221;</a>, singles lançados em novembro e dezembro de 2010 em parceria da Baritone Records e da Beetmo, Zeca apresentará &#8220;São Paulo, Cosme &amp; Damião&#8221;, canção personalíssima em que a ambiência da infância em Recife fica rasurada e redesenhada pelas placas de trânsito de São Paulo, cujo 457° aniversário é homenageado pelo compositor.</p>
<p>A canção já está disponível no Myspace do cantor - <a href="http://www.myspace.com/zecaviana">http://www.myspace.com/zecaviana</a> &#8211; e será disponibilizada para download nas próximas horas.</p>
<p>Na mesma noite, Zeca e o DJ Tiago Barizon prometem um Set Classic Rock, na discotecagem, pra dançar a noite toda.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Lançamento do single &#8220;São Paulo, Cosme &amp; Damião&#8221;, de Zeca Viana, na Livraria da Esquina<br />
Dia 29 de janeiro, a partir das 23h<br />
Rua do Bosque, 1236/1254 &#8211; Barra Funda, São Paulo<br />
Estacionamento ao lado da própria Livraria<br />
R$ 15 na porta, R$ 10 na lista@identidademusical.com.br</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Projeto Música Cerebral, em janeiro, pra começar bem 2011</title>
		<link>http://identidademusical.com.br/blog/2010/12/31/projeto-musica-cerebral-em-janeiro-pra-comecar-bem-2011/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 12:21:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Bicicletas de Atalaia]]></category>
		<category><![CDATA[O Sonso]]></category>
		<category><![CDATA[Publica]]></category>
		<category><![CDATA[The Baggios]]></category>
		<category><![CDATA[Vanguart]]></category>
		<category><![CDATA[Visitantes]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2010/12/31/projeto-musica-cerebral-em-janeiro-pra-comecar-bem-2011/' addthis:title='Projeto Música Cerebral, em janeiro, pra começar bem 2011'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>A Brain Productions, do amigo Bruno Montalvão, oferecerá, logo no começo de janeiro, no Centro Cultural São Paulo, o projeto Música Cerebral, que contará com Publica, O Sonso, Bicicletas de Atalaia, Vanguart, Visitantes e The Baggios. Abaixo, toda a programação. PROJETO MÚSICA CEREBRAL Centro Cultural São Paulo (Sala Adoniran Barbosa) – Janeiro/2011 DIA 08/JANEIRO (SÁBADO) [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2010/12/31/projeto-musica-cerebral-em-janeiro-pra-comecar-bem-2011/' addthis:title='Projeto Música Cerebral, em janeiro, pra começar bem 2011' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/Cartaz-Projeto-Cerebral-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3700" title="Cartaz Projeto Cerebral 2" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/Cartaz-Projeto-Cerebral-2.jpg" alt="" width="480" height="678" /></a></p>
<p>A <a href="http://brainproductions.blogspot.com/" target="_blank">Brain Productions</a>, do amigo Bruno Montalvão, oferecerá, logo no começo de janeiro, no Centro Cultural São Paulo, o projeto Música Cerebral, que contará com <strong>Publica, O Sonso, Bicicletas de Atalaia, Vanguart, Visitantes e The Baggios</strong>. Abaixo, toda a programação.</p>
<p><strong>PROJETO MÚSICA CEREBRAL</strong></p>
<p>Centro Cultural São Paulo (Sala Adoniran Barbosa) – Janeiro/2011</p>
<p><strong>DIA 08/JANEIRO (SÁBADO)<br />
</strong> Pública (RS) recebe Tita Lima e Saulo Duarte.<br />
Djs Cardelli &amp; Dods(Visitantes)</p>
<p>local: Sala Adoniran Barbosa (CCSP)<br />
abertura bilheteria: 17 horas<br />
horário show: 19 horas<br />
ingressos: 20 inteira/10 meia</p>
<p>O quinteto Pública vem de Porto Alegre, credenciado por seus belos clipes e canções, e por ter ganho o VMB 2009 na categoria Melhor Banda Independente. Em seus shows, o Pública apresenta as canções de seus dois primeiros álbuns “Polaris” e “Como Num Filme Sem um Fim”, e para esse show de abertura do Projeto MUSICA CEREBRAL, eles convidam a cantora paulistana Tita Lima e o cantor e compositor Saulo Duarte, da banda Saulo Duarte e a Unidade. Para animar a sala o tempo todo, os Djs Cardelli &amp; Dods (da banda Visitantes) tocam músicas de todas as épocas e hits divertidos. Categoria: Livre. Abertura bilheterias: 17h. Início show: 19h. Para ouvir:www.myspace.com/publicarock</p>
<p><strong>DIA 09/JANEIRO (DOMINGO)<br />
</strong> Bicicletas de Atalaia (SE) e O Sonso (CE)<br />
Dj Douglas Godoy (Vanguart)</p>
<p>local: Sala Adoniran Barbosa (CCSP)<br />
abertura bilheteria: 16 horas<br />
horário show: 18 horas<br />
ingressos: 20 inteira/10 meia</p>
<p>No segundo dia do Projeto MÚSICA CEREBRAL recebemos 02 novos expoentes da música brasileira: o primeiro vem do Ceará, liderada pelo irreverente vocalista e letrista Daniel Groove, a banda O Sonso apresenta canções que integram, na mesma sonoridade, o rock e a canção romântica brasileira, chamada de brega, mas que a banda valoriza e ressignifica, numa obra inovadora, para fazer dançar, cantar e se emocionar. O segundo vem metade de Sergipe (os irmãos Leo e Bruno Mattos) e o restante de São Paulo. A Bicicletas de Atalaia apresenta em seu show, músicas do EP homônimo lançado em 2010 assim como inéditas que estarão em seu primeiro disco a ser lançado em 2011. O Dj Douglas Godoy (do Vanguart) vai animar o público com hits diversos. Categoria: Livre. Abertura bilheterias: 17h. Início show: 18h.</p>
<p>Para ouvir: www.myspace.com/osonso // www.myspace.com/bicicletasdeatalaia</p>
<p><strong>DIA 15/JANEIRO (SÁBADO)<br />
</strong> Vanguart (MT) convida Cida Moreira e Thiago Petit.<br />
Dj Montalvão (Brain Productions)</p>
<p>local: Sala Adoniran Barbosa (CCSP)<br />
abertura bilheteria: 17 horas<br />
horário show: 19 horas<br />
ingressos: 20 inteira/10 meia</p>
<p>Continuando o projeto MÚSICA CEREBRAL, o Vanguart apresenta canções inéditas do novo álbum, previsto para o mês de Junho. Também estão no repertório músicas de trabalhos anteriores, como &#8220;Para Abrir Os Olhos&#8221; e &#8220;Enquanto Isso na Lanchonete&#8221;, além de uma versão de &#8220;O Mar&#8221;, de Dorival Caymmi. A banda ainda recebe como convidados a diva da vanguarda paulistana Cida Moreira e o cantor Thiago Pethit, mesclando duas gerações de um universo calcado nos cabarés e na nova música brasileira. O Dj Montalvão toca hits dos anos 90 antes e depois do show. Categoria: Livre. Abertura bilheterias: 17h. Início show: 19h.</p>
<p>Para ouvir: www.myspace.com/vanguart</p>
<p><strong>16/JANEIRO (DOMINGO)</strong><br />
Visitantes (SP) convida Daniel Groove (O Sonso).<br />
The Baggios (SE) convida Helio Flanders (Vanguart)<br />
Dj Daniel Belleza</p>
<p>local: Sala Adoniran Barbosa (CCSP)<br />
abertura bilheteria: 16 horas<br />
horário show: 18 horas<br />
ingressos: 20 inteira/10 meia</p>
<p>E para finalizar o Projeto MÚSICA CEREBRAL, dois novíssimos artistas brasileiros: The Baggios é um duo de blues rock que vem da cidade de São Cristóvão, interior de Sergipe. Formado em 2004, já lançou dois Eps e se prepara para lançar seu primeiro disco oficial. Eles contam nesse show com a participação de Hélio Flanders, vocalista do Vanguart, que também participou do disco na faixa “Morro da Saudade”. Já o Visitantes é de São Paulo, e nesse show apresenta as canções de seu último disco “Na Brasa Fugaz da Cana Queimando”, com seu rock divertido e sarcástico, o Visitantes promete mostrar seu rock tropical no palco do CCSP, o show conta com a participação especial do cearense Daniel Groove (O Sonso). O Dj Daniel Belleza é o convidado especial para animar a sala o tempo inteiro e não deixar o clima cair. Categoria: Livre. Início show: 18h.</p>
<p>Para ouvir: www.myspace.com/baggios // www.myspace.com/visitantesbr</p>
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