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	<title>Blog da Identidade Musical &#187; Clemente</title>
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		<title>Julia Car: Versos subversivos cantados pra mudar</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 01:42:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/10/07/julia-car-versos-subversivos-cantados-pra-mudar/' addthis:title='Julia Car: Versos subversivos cantados pra mudar'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>O texto abaixo foi publicado na antiga coluna &#8220;A Métrica do Grito&#8221;, no Showlivre. A banda Julia Car é bastante conhecida aqui no blog, pela participação na Segunda Edição das Noites do Bem. Republico o texto abaixo porque recebi uma ótima notícia neste fim de semana: a banda deve lançar um EP novo, no final de 2009, [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/10/07/julia-car-versos-subversivos-cantados-pra-mudar/' addthis:title='Julia Car: Versos subversivos cantados pra mudar' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1380" title="juliacar_sesc_jozzu_6" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/juliacar_sesc_jozzu_61-150x150.jpg" alt="juliacar_sesc_jozzu_6" width="150" height="150" />O texto abaixo foi publicado na <a href="http://ametricadogrito.blogspot.com/2009/01/versos-subversivos-cantados-pra-mudar.html">antiga coluna &#8220;A Métrica do Grito&#8221;</a>, no <a href="http://www.showlivre.com">Showlivre</a>. A banda <a href="http://www.juliacar.com/">Julia Car</a> é bastante conhecida aqui no blog, pela participação na <a href="http://identidademusical.com.br/blog/2009/06/16/julia-car-se-apresenta-na-proxima-edicao-das-noites-do-bem/">Segunda Edição das Noites do Bem</a>. Republico o texto abaixo porque recebi uma ótima notícia neste fim de semana: a banda deve lançar um EP novo, no final de 2009, com a produção de <a href="http://www.africalaemcasa.com.br/">Guilherme Chiapetta</a> e com duas participações especiais: uma de <a href="http://www.myspace.com/clementenascimento">Clemente, dos Inocentes e da Plebe Rude</a>, e uma outra, que deixo para contar depois.</em></p>
<p>Os integrantes do Julia Car definem a si próprios, <a href="http://www.juliacar.com/">no site do conjunto</a>, com a seguinte metáfora: “um corpo orgânico eletrônico coletivo com um trabalho caracterizado por uma atitude rock de alma pop”. Gosto da idéia de definir uma banda como “corpo orgânico eletrônico coletivo”, porque essa expressão singular remete à unidade dos integrantes – que, de fato, compõem um todo coerente – e às influências que a música eletrônica tem nas canções do <em>Urbano</em>, primeiro trabalho dos caras. Essas influências são equilibradas, de fato, com a atitude rock e a alma pop – numa equação ousada cujo resultado me parece apontar para os horizontes da canção brasileira.</p>
<p>Tome-se como bom exemplo <a href="http://br.youtube.com/watch?v=CC7QH53SZUg">“Chuta lata”</a>, terceira colocada na <a href="http://www.semanadacancao.com.br/edicao1/">I Semana da Canção de São Luís do Paraitinga</a>. Berço de festas populares tradicionais do Estado de São Paulo, como o Carnaval e a Festa do Divino, além de abrigar festivais de marchinhas, de músicas juninas e de músicas sertanejas de raiz, a cidade vem se tornando um importante pólo de compositores brasileiros. O mais interessante é que, apesar de ser extremamente zelosa com a tradição popular, São Luís do Paraitinga também abre as portas a composições de matrizes mais modernas, daí a conquista do Julia Car.</p>
<p>De autoria de Julli Pop e Jotacê, “Chuta Lata” namora, em termos entoativos, com o rap à brasileira, mas vai, no todo da composição musical e na letra, muito além dele. Aliás, nessa canção, a ponte entre tradição popular, de um lado, e gêneros musicais recentes, de outro, é flagrante: os versos do refrão são glosados nas estrofes, exatamente como ocorria com os cancionistas medievais, cujas composições são as ancestrais mais distantes dos repentes da canção popular. O verso “um ato pequeno inicia o contemporâneo” aponta para a ciência que os autores têm de associar esse cabedal do passado às batidas eletrônicas do presente.</p>
<p>A temática e a ambiência da letra, contudo, são eminentemente urbanas e atuais, anunciadas pela linguagem coloquial das ruas: “Chapando o crânio eu fiz a rima ali no vasco / Das ruas da Sul chutando lata até Osasco”. Não faltam aliterações (“Entre compassos e passos / Estrofes letras e traços / Passo minha vida assim / Assim minha vida passo / No contrapasso,ultrapasso / Assino embaixo o que faço”) que dialogam com as batidas eletrônicas, conferindo-lhes a unidade que faz a canção obter o efeito persuasivo apresentado nos últimos versos, em que é reiterada a postura contestatória dos autores: “Música arte e cultura independente de espaço / Não me embaraço, nem me cadencio ao normal / Mesmo quando excluso do quesito social / Pra chegar onde eu cheguei, muita lata eu chutei / Rimei, cantei, chapei, as vezes improvisei, declamei / Poesia urbana aos pontos cardeais / Em meio ao caos do holocausto eu propaguei a paz”. Independência dos grandes canais da indústria fonográfica, resistência à alienação e à exclusão social, formulação de uma “poesia urbana” e propagação da paz: estão assim condensados, em poucos versos, grandes temas da arte e da cultura de nosso tempo, observados numa perspectiva extremamente convincente, porque nos é mostrada em primeira pessoa.</p>
<p>A riqueza da sonoridade dos versos está presente em todas as canções – e seria enfadonho, nesta coluna, comentar todas elas. A mais longa do trabalho – porque me parece ser a mais densa – é <a href="http://br.youtube.com/watch?v=UVHwNuKj4Xs&amp;feature=related">“Olha&#8230; desomenagem a Pero Vaz”</a>. A associação com a carta de Pero Vaz de Caminha é direta: espécie de “certidão de nascimento” do Brasil, o texto de Pero Vaz deixa transparecer, nas palavras do crítico literário <a href="http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=168">Alfredo Bosi </a>“a ideologia mercantilista batizada pelo zelo missionário de uma cristandade ainda medieval”. No trecho final, o mais famoso da carta, o escrivão da frota de Cabral – além de constatar que, à primeira vista, não encontrou por aqui metais preciosos e que é preciso, antes de tudo “salvar esta gente”, os indígenas – faz as vezes de profeta, lançando um dos maiores clichês a respeito do Brasil (que dura até hoje): o elogio à exuberância natural e à fertilidade desta terra (“querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem”). Encerra-se o texto com a data e o primeiro nome que o Brasil teria: “Deste Porto Seguro, da vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500”.</p>
<p>É exatamente todo esse trecho famoso que é declamado, no início da canção do Julia Car, por uma criança numa entoação que, obviamente, dá ao texto um ar de conto de fadas. Daí o primeiro verso – “Era uma carta meio encantada pra se ler” – seguido de “Todas as ruas eram turvas antes do dia nascer”, talvez em alusão aos rios, cujas águas Pero Vaz insistiu em comentar. Logo a seguir, descobrimos que estavam “Tatuadas nas costas do povo, as linhas coloridas de erê” e que essas linhas “Abriram caminhos suntuosos, pra população sorrindo crescer”. Do momento da redação da carta de Pero Vaz, em que não havia negros no Brasil – nossa infância histórica – a uma referência ao erê que, no candomblé, é o espírito de criança que cada um guarda dentro de si (devo esta explicação a minha irmã, que estuda as os cultos afro-brasileiros há um bom tempo). Parece-me uma das descrições mais sensíveis do alvorecer de nosso país, exatamente porque é multicultural, como é o povo brasileiro.</p>
<p>Não nos esqueçamos, contudo, que a canção é uma desomenagem a Pero Vaz. É por isso que, depois de nascida e crescida, nossa gente assume forma de ser humano adulto (“Tem gente que se mata pra ter / Tem gente que mata pra conseguir”), com mais dores do que delícias. Parece que ficam saudades do universo encantado e puro das crianças e das linhas de erê. Aguça-se a necessidade de retorno a esse universo pueril e onírico nos versos “Olha! Mano que é mano parado / Olha! Mano que é mano pelado / Olha! Mano que é mano. / Cadê? Sumiu fome comeu”, já que a exclamação “Olha!” lembra o estarrecimento dos colonizadores ao pisar as terras brasileiras quando viram que os índios não escondiam as “vergonhas”. O leitor já deve ter se lembrado de que, muitas vezes, a inocência dos índios, que andavam pelados, levou os colonizadores a comparar a América com o Paraíso bíblico, aquele que só se estragou porque Adão e Eva perderam a inocência (exatamente a característica marcante das crianças). Em suma: perdeu-se a pureza primordial do erê.</p>
<p>Finalmente, num arranjo de guitarras muito mais pesado, em voz radiofônica, aludindo à urbanidade que vai no título do disco e na alma da banda, descobrimos que o mano sumiu porque “neste país se come crença” e que aqui “Cabeça já não pensa pesar já não se quer”. Por aqui, vigora a política do “pão e circo” – “Se tiver samba é bom, se tiver pão também / Se não tiver sorriso é o que se quer” –, que extermina qualquer resto do mundo encantado, infantil e inocente. Mas, num acalanto, como se cantasse uma canção de ninar para o ouvinte, “Olha&#8230; desomenagem a Pero Vaz” retorna à voz da criança declamando a carta, enfatizando o local e a data, “Deste Porto Seguro, da vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500”. Trata-se da tentativa de recuperação, de resgate daquele universo puro, que conforta o ouvinte e remete, mais uma vez, à paz.</p>
<p><a href="http://br.youtube.com/watch?v=haRVD3TBK54">“Acalantar” </a>é o título de outra canção do disco, mas poderia ser a síntese de <em>Urbano</em>, do Julia Car. Os integrantes do conjunto afirmam que pretendem fazer “arte para mover e grudar: idéias, conceitos e sensações”. Sem abandonar as tradições brasileiras – a literatura popular, a Carta de Pero Vaz de Caminha, o candomblé –, mas experimentando livremente o universo da música eletrônica, no corpo, do rock, na atitude combativa, e do pop, na alma, o Julia Car chega, como afirma na canção <a href="http://br.youtube.com/watch?v=76ufxmnDswI&amp;feature=related">“Gandaia”</a>, cantando versos subversivos que fez para mudar (o Brasil e o mundo). E já está mudando.</p>
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		<title>O fantasma de Anchieta na Virada Cultural de 2008</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 15:44:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/08/29/anchieta-virada/' addthis:title='O fantasma de Anchieta na Virada Cultural de 2008'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>O texto abaixo foi publicado logo depois da Virada Cultural de 2008. Parece pouco tempo, mas não é. De lá para cá, a tal crise financeira se abalou sobre os mercados, e São Paulo teve outra virada, sem palco independente &#8211; o que foi lamentável, mas bastante sintomático, bom para a gente aprender como funcionam [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/08/29/anchieta-virada/' addthis:title='O fantasma de Anchieta na Virada Cultural de 2008' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>O texto abaixo foi publicado logo depois da Virada Cultural de 2008. Parece pouco tempo, mas não é. De lá para cá, a tal crise financeira se abalou sobre os mercados, e São Paulo teve outra virada, sem palco independente &#8211; o que foi lamentável, mas bastante sintomático, bom para a gente aprender como funcionam de fato as coisas: no corte de orçamento devido à crise, optou-se por eliminar exatamente as apresentações de artistas que mais precisam de espaço.</p>
<p>De qualquer maneira, posto o texto porque, de forma geral, ele continua atual nas reflexões, inclusive sobre conceitos que temos desenvolvido aqui no blog, como a ideia de formação de público. Essas reflexões foram feitas de forma quase literária (como o leitor poderá verificar, se tiver a paciência de chegar ao fim do texto, talvez muito longo para os padrões da internet), o que me divertiu bastante, quando o escrevi. Certamente foi um de meus textos menos lidos e menos comentados no Showlivre, mas ainda é um dos que mais gosto.</em></strong></p>
<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_ecCrTjLesGY/SXnX8nMKjLI/AAAAAAAAAEg/JmeJA8GXIYg/s1600-h/Mario_Andrade.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294500273262857394" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 176px; cursor: hand; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ecCrTjLesGY/SXnX8nMKjLI/AAAAAAAAAEg/JmeJA8GXIYg/s320/Mario_Andrade.jpg" border="0" alt="" /></a>Os leitores mais assíduos desta coluna hão de lembrar que <a href="http://ametricadogrito.blogspot.com/2009/01/pequena-potica-dos-inocentes-e-o.html">me encontrei com o fantasma de </a><a href="http://ametricadogrito.blogspot.com/2009/01/pequena-potica-dos-inocentes-e-o.html">Mário de Andrade, durante a gravação do DVD dos Inocentes</a>. Foi experiência única: juro que vi aquele poeta e pesquisador da cultura popular brasileira, primeiramente, assustado com a barulheira das guitarras e o acotovelamento dos punks mais jovens; depois, já convencido de que o poeta que ali cantava e de que o público que ali berrava eram tão brasileiros quanto ele, deixou-se levar, cerrou os punhos e bradou <em>&#8220;</em>Pânico em SP&#8221; – só não digo que o fez “a plenos pulmões” porque o fantasma de Mário de Andrade não os tem, e, se os tivesse, não seriam plenos, desgastados que estariam do cigarro. Não disse a ninguém que o poeta estava ali – tive a impressão de que ele não queria ser reconhecido, nem queria roubar a cena dos <a href="http://www.myspace.com/inocentes">Inocentes</a>: ouviu o som, pulou e gritou bastante, mandou um beijo, de longe, para o Clemente, que acenou agradecendo, e foi-se embora, cotejar os resultados da pesquisa sobre música popular que fez com aquela forma tão explosiva de canção. Tive medo: somente eu teria visto o líder modernista no meio do êxtase do público? Era alucinação, ou eu o vira de fato?</p>
<p>Deixei pra lá essa história, que não sou de dar bola às coisas do outro mundo. Mas elas insistem em me seguir. Num sábado recente de calor infernal, pensei em dormir no início da noite, curtir meus cachorros, acordar cedinho no domingo e tentar levar uma vida normal; revirando na cama, meio acordado, meio dormindo, tive a impressão de tomar um cutucão áspero, como se alguém tivesse usado um longo graveto de madeira cheio de areia para acordar-me. Aceitei: era um sinal. E lá fui a um show do Ludovic, aberto pelo <a href="http://www.myspace.com/madamesaatan">Madame Saatan</a>, onde encontrei <a href="http://www.myspace.com/losporongas">Diogo do Los Porongas</a> e conheci o pessoal do <a href="http://www.myspace.com/macacobong">Macaco Bong</a>. Fosse quem fosse o ser que me tivesse acordado, por que teria me mandado ali? Tomei coragem e disse ao acreano, depois de umas cervejas, que o rock independente brasileiro tinha força para minar a pasteurização e a alienação engendrada pelas grandes gravadoras, para conscientizar e sensibilizar o público, para mudar o Brasil – talvez o mundo.</p>
<p>Mesmo cutucão na terça-feira: era dia de assistir ao <a href="http://www.juliacar.com/">Julia Car</a> na choperia do Sesc Pompéia, com a participação do Clemente. </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iCjibzLLFW4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/iCjibzLLFW4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Depois do show, aprendi com o mestre, a quem ofereci uns chopes: “A cena independente hoje é mais forte do jamais foi; o que falta é criar uma indústria independente”. Tomei os chopes e fui para casa.</p>
<p>No sábado, dia da Virada Cultural, quase dormindo, ouvi frases em tupi sussurrando-me ao ouvido; os cachorros latiram, sinal aziago, pulei assustado da cama: seria o fantasma do poeta modernista? Não dormia, não dormia, não dormia: vou pra Virada, ao menos divido a insônia com mais um milhão de pessoas. Acordei a mulher, pegamos o metrô. E foi no Pátio do Colégio, berço da cidade de São Paulo, que entendi tudo que acontecera comigo ao longo daquela semana.</p>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_ecCrTjLesGY/SXnYzw4foCI/AAAAAAAAAEw/Eiy8XZVN58Y/s1600-h/Trilobit.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294501220757512226" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px; cursor: hand; height: 159px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ecCrTjLesGY/SXnYzw4foCI/AAAAAAAAAEw/Eiy8XZVN58Y/s320/Trilobit.jpg" border="0" alt="" /></a>Primeiro: foi lá que arrumei o que fazer ao longo de toda a semana seguinte – pesquisar as bandas instrumentais independentes que têm surgido e eu não conhecia. Assustei-me: o fantasma, ou o que quer que tenha me acordado ao longo da semana, poderia ser algum dos integrantes do <a href="http://www.myspace.com/bandatrilobit">Trilöbit</a>, todos eles extraterrestres. </p>
<p>E perguntei assim: estará o público pronto para bandas cujas canções não têm letra? Concluí que sim, já que muitos dos que estavam por ali vibravam com os alienígenas. E entendi da seguinte maneira: o que talvez os independentes ainda estejam descobrindo é como formar público – e perceba, leitor, que <em>formar </em>público é diferente de <em>ganhar </em>público. Na indústria fonográfica tradicional, as canções são produtos; o capital destinado à produção é investimento; a diversidade de gêneros (que no fundo repetem a mesma coisa) é mix de produtos; os ganhos auferidos ao final são lucro ou retorno sobre o investimento. </p>
<p>Ora, já vem se delineando – espero que já venha se delineando – na música independente uma outra lógica: as canções ou músicas são <em>obras de arte</em>; a produção, de custos baixos e de qualidade, é sobretudo <em>resultado de paixão</em>; a <em>diversidade</em> é condição necessária, já que a pretensão não é fazer que o artista se torne produto consumível, mas que ele seja admirado pelas <em>qualidades estéticas intrínsecas a sua obra</em>; a grana obtida ao final é <em>ganha-pão que dá vazão a mais criatividade</em>. E essa é meio que uma síntese das coisas que eu tinha pensado no dia em que encontrei Diogo dos Los Porongas, que, não demorou muito, subiu no palco e bradou, para o público que se avolumava a olhos vistos e para todos os fantasmas que dormem na cripta da Sé, perto dali: “Esta é a prova de que não é preciso depender de grandes gravadoras para fazer música no Brasil! Viva a internet!”. Aí entendi: o acesso barato às tecnologias de gravação e a internet, que favorece a difusão, fazem que a parafernália da indústria fonográfica possa ser dispensável.</p>
<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_ecCrTjLesGY/SXnZl6Dxt5I/AAAAAAAAAE4/yqSDaKKiiLw/s1600-h/Anchieta.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294502082214213522" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 264px; cursor: hand; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ecCrTjLesGY/SXnZl6Dxt5I/AAAAAAAAAE4/yqSDaKKiiLw/s320/Anchieta.jpg" border="0" alt="" /></a>O problema foi que Diogo gritou alto, mas tão alto, que despertou fantasmas demais – inclusive aquele que me cutucara a semana toda. Já havia na frente do Pátio do Colégio caciques indígenas, bandeirantes, degredados e pessoas queimadas pela inquisição. E junto a esses fantasmas todos, na frente do antigo colégio dos jesuítas, eu vi – duvidei de meus olhos, mas eu vi mesmo, e juro que não havia tomado nada – eu vi o fantasma do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Anchieta">Padre José de Anchieta</a>. Ele trazia nas mãos o graveto que usara para escrever na areia da praia; e sorria, porque começava a entender os equívocos de seu tempo. José de Anchieta reviu a própria obra – ele, que chegou a escrever autos em língua tupi para levar a fé cristã aos indígenas, percebeu que lhe faltou fé para acreditar que nesta terra a diversidade faria milagres. E dizia a canção: “Tudo ao contrário então / Tudo à vontade então”. E o padre sacou que o público que se agrupava por ali tinhas as linhas de erê tatuadas nas costas, como havia cantado uma menina, dias antes, no SESC Pompéia. E percebeu que o idioma dos indígenas que ele tentara aculturar dava origem ao nome do conjunto que ali tocava.</p>
<p>Ora: eu passara vontade de falar com o fantasma do Mário de Andrade; não deixaria passar a chance de bater um papo com o Anchieta. Diria a ele que não se impressionasse: as mulheres tinham alcançado um papel fundamental no mundo, eram poetisas, tinham a chance de expressar-se, cumpriam papel fundamental na nova canção independente brasileira – elas eram consideradas gente, eram respeitadas, assim como os povos escravizados e dizimados pelos europeus. Mas a multidão crescia, Diogo urrava no palco, as pessoas não paravam de chegar e dançar e pular. E eu precisava dizer ao padre que aquela cidade, que começara numa escola jesuíta na época dele, hoje tinha quinze milhões de pessoas, mas era ainda pequena para abrigar a multiplicidade de urbanidades que se agrupavam ali – eram acreanos, paraenses, cariocas, além dos paulistanos, mas também sul-mato-grossenses, extraterrestres, gaúchos, nordestinos, todas essas pessoas do Brasil, de norte a sul, rumo ao cruzeiro; eram urbanidades amazônicas, do cerrado, do sertão, do litoral, do concreto mesmo de São Paulo, todas essas urbanidades. </p>
<p>Anchieta acenou para o Diogo, que respondeu; o sacerdote, então, voltou as costas para mim, dirigiu-se para o interior da escola e eu gritava, Padre, Padre, por que eu vejo todos os fantasmas de escritores, mas eles só acenam para os vocalistas das bandas?, e era essa a pergunta que eu precisava que fosse respondida, porque eu já havia entendido, e me passava pela cabeça naquele exato momento, que a nova canção independente brasileira tem autonomia para criar, mas tem pela frente grandes desafios, eu não queria estar na pele dela, o primeiro desafio é a <em>formação de um público </em>que não procure estrelas, mas artistas; que queria desfrutar de obras de arte, não consumi-las; o segundo é o <em>máximo aproveitamento das tecnologias disponíveis </em>para a criação e a divulgação de suas obras, sem repetir os vícios da grande indústria fonográfica; o terceiro é lutar cada vez mais pela <em>profissionalização dos músicos</em>, sem explorá-los, sem lesar o que eles têm de mais genuíno, oras, sua arte; o quarto é fazer que essa profissionalização componha o que o Clemente chamou de criar uma <em>indústria independente </em>– toda composta numa lógica nova, sem que músicos e suas obras sejam entendidos como produtos, formando um público que aprecie a arte. </p>
<p>E tudo isso eu pensei num átimo de segundo, enquanto gritava Padre, Padre, por que eu vejo todos os fantasmas de escritores, mas eles só acenam para os vocalistas das bandas?, e ele voltou-se para mim e respondeu, Ora, uns homens são como antenas receptoras das expectativas, das aflições, dos amores e das contradições do seu tempo, é a esses que se chamam trovadores, poetas, hoje cancionistas, aqui os independentes, é a esses homens que nós, os fantasmas, acenamos (eu achei esse jeito de falar muito moderno para um padre, acho que o rock não lhe fez bem, eu esperava que ele me respondesse em português arcaico). E foi-se o padre. E fiquei eu com um monte de teorias, hipóteses, dúvidas, anseios, sonhos – e fui perguntar ao Diogo se ele vira o fantasma, se acenara mesmo para o padre. Mas esqueci, e só falei de mudar o mundo por meio da nova música independente brasileira.</p>
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		<title>Jack &amp; Fancy na Festa Noites do Bem, sábado, 22/08</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 21:42:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/08/18/nbem-jckfncy/' addthis:title='Jack &#038; Fancy na Festa Noites do Bem, sábado, 22/08'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Segue acima o flyer da festa que acontece no próximo sábado. Esperamos todos lá! Clique aqui para ler mais sobre a quarta edição da Festa Noites do Bem. Clique aqui se quiser ouvir as canções de Jack &#38; Fancy (que são o Clemente, dos Inocentes e da Plebe Rude, e Sandra Coutinho, das Mercenárias e [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/08/18/nbem-jckfncy/' addthis:title='Jack &#038; Fancy na Festa Noites do Bem, sábado, 22/08' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-1058 aligncenter" title="Noites_Bem_Jackfancy" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/Noites_Bem_Jackfancy5-723x1024.jpg" alt="Noites_Bem_Jackfancy" width="470" height="666" /></p>
<h4 style="text-align: left;">Segue acima o flyer da festa que acontece no próximo sábado. Esperamos todos lá! <a href="http://identidademusical.com.br/blog/2009/08/13/noites-do-bem-quarta/">Clique aqui para ler mais sobre a quarta edição da Festa Noites do Bem</a>.</h4>
<h4 style="text-align: left;"><a href="http://www.myspace.com/jackfancy">Clique aqui se quiser ouvir as canções de Jack &amp; Fancy </a>(que são o Clemente, dos Inocentes e da Plebe Rude, e Sandra Coutinho, das Mercenárias e do Smack).</h4>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.facebook.com/home.php?#/event.php?eid=118479816609&amp;ref=ts">Clique aqui para ver quem já confirmou presença nas Noites do Bem no Facebook</a>.</p>
<h4 style="text-align: left;">Quem ainda não conhece o projeto da Festa Noites do Bem <a href="http://identidademusical.com.br/blog/noites-do-bem/">pode clicar aqui para obter mais informações</a>.</h4>
<h4 style="text-align: left;">Se você quer ler outros textos a respeito das três primeiras edições da Festa Noites do Bem, <a href="http://identidademusical.com.br/blog/tag/noites-do-bem/">clique aqui</a>.</h4>
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		<title>Jack &amp; Fancy na Festa Noites do Bem, quarta edição</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 21:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Livraria da Esquina]]></category>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/08/13/noites-do-bem-quarta/' addthis:title='Jack &#038; Fancy na Festa Noites do Bem, quarta edição'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>No dia 22 de agosto, sábado à noite, a partir das 23h, na Livraria da Esquina, vai rolar a quarta edição das Noites do Bem, com Jack &#38; Fancy. Jack é Clemente Nascimento, dos Inocentes e da Plebe Rude, mentor do punk brasileiro, na guitarra e voz; Fancy é Sandra Coutinho, das bandas Mercenárias e [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/08/13/noites-do-bem-quarta/' addthis:title='Jack &#038; Fancy na Festa Noites do Bem, quarta edição' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-large wp-image-1069 aligncenter" title="Noites_Bem_Jackfancy" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/Noites_Bem_Jackfancy8-723x1024.jpg" alt="Noites_Bem_Jackfancy" width="468" height="663" /></p>
<p style="text-align: left;">No dia 22 de agosto, sábado à noite, a partir das 23h, na <a href="http://www.livrariadaesquina.com.br/">Livraria da Esquina</a>, vai rolar a quarta edição das <a href="http://identidademusical.com.br/blog/noites-do-bem/">Noites do Bem</a>, com <a href="http://www.myspace.com/jackfancy">Jack &amp; Fancy</a>. Jack é <a href="http://www.myspace.com/clementenascimento">Clemente Nascimento</a>, dos <a href="http://www.myspace.com/inocentes">Inocentes</a> e da <a href="http://www.myspace.com/pleberudeoficial">Plebe Rude</a>, mentor do punk brasileiro, na guitarra e voz; Fancy é <a href="http://www.myspace.com/sandracoutinho">Sandra Coutinho</a>, das bandas Mercenárias e <a href="http://www.myspace.com/bandasmack">Smack</a> (que, aliás, <a href="http://blogs.myspace.com/index.cfm?fuseaction=blog.view&amp;friendId=239012714&amp;blogId=505088722">se apresenta hoje, 13 de agosto, na mesma Livraria da Esquina</a>), no baixo e voz. A bateria fica por conta de <a href="http://www.myspace.com/nanarizinni">Nana Rizinni</a>, dos Bacon Eggs.</p>
<p>Além disso, a instituição que participará da festa é o <a href="http://www.iris.org.br/">IRIS (Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social)</a><img class="alignright size-full wp-image-1016" title="Iris_logo" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/08/Iris_logo.gif" alt="Iris_logo" width="100" height="100" />, entidade sem fins lucrativos, fundada em 2002 em São Paulo (SP), que tem a missão de desenvolver atividades que acelerem o processo de inclusão social das pessoas portadoras de deficiência visual. A prioridade institucional do IRIS é a difusão do cão-guia como grande facilitador desse processo.</p>
<p>Outra coisa: a animação não fica só por conta da banda e do já famoso <a href="http://identidademusical.com.br/blog/about/tiago-barizon/">DJ Tiago Barizon</a>. Desta vez, contaremos com a presença de todos os meus alunos de <a href="http://www.grupodehumanidades.com.br/">Grupo de Humanidades</a>, que aproveitarão a data para fazer uma festa de integração.</p>
<p>A noite promete.</p>
<p><strong>Quarta Edição das Noites do Bem &#8211; </strong>Dia 22 de agosto, sábado, a partir das 23h</p>
<p><strong>Local</strong>: Livraria da Esquina &#8211; Rua do Bosque, 1254 &#8211; Barra Funda</p>
<p><strong>Entrada</strong>: R$ 12,00</p>
<p>No vídeo, &#8220;Talvez um dia&#8221;, de Jack &amp;  Fancy. Repito: a noite promete.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/VGaibQdYCcs&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/VGaibQdYCcs&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Jack &amp; Fancy no Studio SP</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 03:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Clemente]]></category>
		<category><![CDATA[Jack & Fancy]]></category>
		<category><![CDATA[Nana Rizzini]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Coutinho]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/05/06/jack-fancy-no-studio-sp/' addthis:title='Jack &#038; Fancy no Studio SP'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Hoje à noite, Clemente dos Inocentes e da Plebe Rude é Jack; Sandra Coutinho , das Mercenárias, é Fancy. Nana Rizzini acompanha-os na bateria. Jack avisa: o evento é gratuito e começa cedo, às 22h &#8211; afinal, hoje é só quarta-feira. Ouça as canções do Jack &#38; Fancy aqui. No vídeo abaixo, a canção &#8220;Talvez [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/05/06/jack-fancy-no-studio-sp/' addthis:title='Jack &#038; Fancy no Studio SP' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje à noite, <a href="http://www.myspace.com/clementenascimento">Clemente</a> dos <a href="http://www.myspace.com/inocentes">Inocentes</a> e da <a href="http://www.myspace.com/pleberudeoficial">Plebe Rude</a> é Jack; <a href="http://www.myspace.com/sandracoutinho">Sandra Coutinho</a> , das Mercenárias, é Fancy. Nana Rizzini acompanha-os na bateria. Jack avisa: o evento é gratuito e começa cedo, às 22h &#8211; afinal, hoje é só quarta-feira. Ouça as canções do Jack &amp; Fancy <a href="http://www.myspace.com/jackfancy">aqui</a>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-500" title="jack_fancy" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/jack_fancy.jpg" alt="jack_fancy" width="591" height="473" /></p>
<p>No vídeo abaixo, a canção &#8220;Talvez um dia&#8221;:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VGaibQdYCcs&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/VGaibQdYCcs&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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