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	<title>Blog da Identidade Musical &#187; Danislau Também</title>
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		<title>De volta a São Paulo, a ironia de Porcas Borboletas</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 16:57:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/11/21/porcasvoltam/' addthis:title='De volta a São Paulo, a ironia de Porcas Borboletas'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Está de volta a São Paulo a banda Porcas Borboletas - desta vez com o disco A Passeio já em formato físico. Pra quem estiver duro e quiser perder a chance de comprar o disco que é talvez o melhor lançado em 2009, é possível fazer o download clicando aqui. Além do show divulgado no flyer [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/11/21/porcasvoltam/' addthis:title='De volta a São Paulo, a ironia de Porcas Borboletas' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1542" title="Porcas_patife" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/Porcas_patife.jpg" alt="Porcas_patife" width="357" height="500" /></p>
<p>Está de volta a São Paulo a <a href="http://www.porcasborboletas.com.br" target="_blank">banda Porcas Borboletas</a> - desta vez com o disco <em>A Passeio</em> já em formato físico. Pra quem estiver duro e quiser perder a chance de comprar o disco que é talvez o melhor lançado em 2009, é possível <a href="http://compactorec.wordpress.com/2009/08/18/porcas-borboletas-a-passeio/" target="_blank">fazer o download clicando aqui</a>. Além do show divulgado no flyer acima, os caras também <a href="http://baladaliteraria.zip.net/" target="_blank">fazem o show de encerramento da Balada Literária</a>, que está rolando em São Paulo neste feriado: no domingo, dia 22, eles tocam às 20h30 no <a href="http://www.google.com.br/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-BR&amp;geocode=&amp;q=Rua+Dr.+Virg%C3%ADlio+de+Carvalho+Pinto,+422+-+S%C3%A3o+Paulo&amp;sll=-14.179186,-50.449219&amp;sspn=76.096994,157.675781&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+Dr.+Virg%C3%ADlio+de+Carvalho+Pinto,+422+-+Pinheiros,+S%C3%A3o+Paulo+-+SP,+05415-020&amp;z=16" target="_blank">Centro Cultural b_arco, na Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 422</a>. Grátis, acredita?</p>
<p>A banda dispensa comentários. Já escrevi sobre os caras mais de uma vez: no <a href="http://identidademusical.com.br/blog/2009/09/02/porcasborboletas-set09/" target="_blank">texto mais recente</a>, tentei explicar as sensações de assistir a um show deles; em outro, <a href="http://identidademusical.com.br/blog/2009/09/02/porcasborboletas-set09/" target="_blank">analisei a canção &#8220;Menos&#8221;</a>, parceria com Clarah Averbuck, do trabalho novo. Mas lembrei que não tinha trazido cá pro blog da Identidade um texto um pouco mais antigo, que eu escrevera para <a href="http://ametricadogrito.blogspot.com/" target="_blank">A Métrica do Grito</a>. Segue abaixo. </p>
<p><em>No </em><a href="http://ametricadogrito.blogspot.com/2009/02/guilhermoso-wild-chicken-severino.html"><em>texto anterior</em></a><em>, a análise de uma canção do </em><a href="http://www.myspace.com/guilhermosowildchicken"><em>Guilhermoso Wild Chicken</em></a><em> levou-nos a investigar alguns aspectos de uma tradição bastante forte do rock brasileiro: a irônica, a dos roqueiros nacionais &#8220;bocas do inferno&#8221;. Essa tradição &#8211; talvez iniciada pelos </em><a href="http://www.mutantes.com/musica/intro.htm"><em>Mutantes</em></a><em>, exímios ironistas &#8211; carece de mais pesquisas, pois não é improvável que a criação de letras engraçadas e críticas ao mesmo tempo remonte a artistas mais antigos, até de tempos em que não havia rock por aqui.</em></p>
<p><em>Há, na cena independente brasileira, várias bandas que se destacam nessa arte. Na sexta passada, esteve em São Paulo, tocando na Outs, a banda </em><a href="http://www.myspace.com/bandaporcasborboletas"><em>Porcas Borboletas, cuja &#8220;Lembrancinha&#8221;</em></a><em> pode ser ouvida no Myspace dos caras. Abaixo, a canção vai ao vivo, mas o som não está cem por cento. A letra é curta, simples e hilária &#8211; o refrão é uma crítica ácida ao consumismo: &#8220;Ah, se eu pudesse escolher, eu preferia um Nike&#8221;:</em></p>
<p><em><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/NQx_xermM1Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/NQx_xermM1Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></em></p>
<p><em>Para reconhecer a ironia &#8211; sempre levando em consideração que ser irônico é dizer exatamente o contrário do que se quer dizer -, é necessário investigar as estrofes. &#8220;Mamãe, te amo / Mas podia ter te amado / muito mais naquele dia / em que pela porta entraste / trazendo nas mãos / uma grata lembrancinha&#8221;: do ponto de vista da linguagem, os elementos são flagrantes &#8211; o tom de carta de família, subitamente interrompido no segundo verso, em que o ouvinte descobre que a relação afetiva está condicionada ao presente recebido; a flexão da forma verbal &#8220;entraste&#8221; na segunda pessoa, que confere ao texto uma solenidade artificial, também reforçada pela entonação de voz; a expressão toda clichê &#8220;e nos lábios, os dizeres&#8221;; finalmente, o diminutivo carinhoso do título, a &#8220;lembrancinha&#8221;, antecipada, agora, pelo ainda mais artificial adjetivo &#8220;grata&#8221;, assume sentido extremamente irônico, já que o presente oferecido pelos pais ao eu que canta será aceito, mas desvalorizado no refrão.</em></p>
<p><em>Na segunda estrofe, alcança-se, mais uma vez, a ironia, por meio da fala da mãe, orgulhosa do amor que dedica ao filho, medido pelo presente que lhe oferece: &#8220;Toma, meu filho, é pra você. / E isto prova que mamãe e papai / te amamos muito / muito muito / mas agora é tarde / e eu vou dormir&#8221;. Versos curtos para dizer muita coisa: a prova de amor ao filho é meramente material; não é à toa que, no refrão, a singela criança rejeita o presente, afinal, se a medida do amor está num produto, para sentir-se amado é mais que fundamental que ele seja caro, ou que seja aquele que traz mais status &#8211; no caso, a marca mais famosa. Coisas do mundo do capital.</em></p>
<p><em>Os leitores que notaram que a mãe vai dormir logo depois de presentear o filho já terão sacado que há aí, também, uma crítica ao trabalho excessivo, que toma aos pais tempo de ficar com os filhos, a quem só resta serem amados por meio de presentes.</em></p>
<p><em>A força da canção dos Porcas Borboletas, entretanto, vai além dessa crítica: há, ainda, a citação a versos de &#8220;Chavão abre porta grande&#8221;, de </em><a href="http://www.dicionariompb.com.br/verbete.asp?tabela=T_FORM_A&amp;nome=Itamar+Assump%E7%E3o"><em>Itamar Assumpção</em></a><em> &#8211; o que abre novas portas interpretativas. À primeira vista, em &#8220;Lembrancinha&#8221;, a banda Porcas Borboletas criou uma canção bem-humorada, irônica; depois, sem perder a piada, acabou fazendo crítica forte à lógica irracional do capitalismo, em que a medida do amor está no preço dos produtos-mercadoria; finalmente, ao citar um dos participantes da </em><a href="http://www.dicionariompb.com.br/verbete.asp?nome=Vanguarda+Paulistana&amp;tabela=T_FORM_C"><em>Vanguarda Paulistana</em></a><em> &#8211; uma das gêneses inspiradoras da cena independente atual -, o conjunto se insere na tradição da nossa música experimental, livre das amarras da indústria fonográfica, tocando adiante a obra de mestres como o próprio Itamar Assumpção, </em><a href="http://www.arrigobarnabe.com.br/"><em>Arrigo Barnabé</em></a><em> (com quem a banda se apresentou recentemente) e o </em><a href="http://www.gruporumo.com.br/"><em>Grupo Rumo</em></a><em>, do compositor e professor </em><a href="http://www.luiztatit.com.br/"><em>Luiz Tatit</em></a><em>, cuja obra a respeito da canção brasileira não canso de citar.</em></p>
<p><em>De fato, é verdade que chavões &#8211; isto é, clichês &#8211; abrem portas (interpretativas) grandes: os termos &#8220;entraste&#8221;, &#8220;nos lábios, os dizeres&#8221; e o próprio título &#8220;lembrancinha&#8221; são lugares-comuns que nos encaminham para as críticas e ironias da canção.</em></p>
<p><em>Ainda mais do que isso: os versos &#8220;Não adianta vir arreganhando os dentes para mim / Porque sei que isso não é um sorriso&#8221;, de Itamar Assumpção, podem aludir ao sorriso dos pais (que presenteiam) dirigido ao filho presenteado, retomando a ideia da relação afetiva orientada pelo universo material. O sorriso não é sorriso: é obrigação, ameaça, contrato assinado de dever cumprido.</em></p>
<p><em>Em &#8220;Penso logo existo, penso que existo / Penso que penso, penso que penso&#8221; podem ter o mesmo efeito, escancarando a alienação dos que estão sujeitos às relações afetivas esmagadas pelo dinheiro.</em></p>
<p><em>Finalmente, &#8220;Quem não vive / tem medo da morte&#8221; e &#8220;De repente o amor de sempre / Não era mais suficiente&#8221; desvelam, agora a sério, sem as ironias, o desmoronamento da relação dos pais com o filho já analisada nos versos anteriores. Do ponto de vista sonoro, nas estrofes, uma levada de música de sala de jantar, música-ambiente, indica sarcasmo rasgado dirigido à família tradicional. No refrão, o arranjo é pura alegria. De um lado, a letra escancara a falência das relações; de outro, no plano sonoro, permanece o bom mocismo decadente e encobertador da família artificialmente feliz. Ironia pura, do ponto de vista cancional.</em></p>
<p><em>Se ouvirmos o disco inteiro dos caras, descobriremos a ironia aos métodos emburrecedores de aprendizagem de inglês em &#8220;Sunday&#8221;; a análise da vida urbana em &#8220;Por um triz&#8221; e &#8220;Protegimento&#8221;; a experimentação dos limites sonoros e significativos da palavra em &#8220;Vernissage&#8221;, &#8220;Chamada&#8221; e &#8220;Terminal Central&#8221;; o escancaramento da pessoa-produto em &#8220;Pessoa Linda&#8221; (essa merece uma análise só para ela), em que o escancarar de dentes que parece sorriso é retomado; e </em><a href="http://www.arnaldoantunes.com.br/sec_livros_view.php?id=3"><em>&#8220;Eu&#8221;, texto de Arnaldo Antunes publicado no livro as coisas</em></a><em>, de 1992, musicado pelo Porcas Borboletas de forma sensível, que nos faz entender o quão pequenos somos no mundo. Um disco inteiro bom, destinado a tornar-se clássico, daqueles que se ouve durante meses, talvez até mais tempo, com a ordem das canções na cabeça; daqueles que acabam marcando e demarcando um determinado momento da própria vida de quem ouve.</em></p>
<p><em>Retomando a tradição da Vanguarda Paulistana; trabalhando com as palavras sob a influência de poetas de grande quilate (não é à toa que, nas semanas que virão, o letrista </em><a href="http://danislau.blogspot.com/"><em>Danislau Também</em></a><em> participará de recitais poéticos com </em><a href="http://chacalog.zip.net/"><em>Chacal</em></a><em>, poeta da emblemática geração de 70 da poesia marginal), mas já alcançando-os e até superando-os; usando o riso para fazer crítica, sem cair na esculhambação e no pastelão; mergulhando em toda ordem de experimentações sonoras; preocupando-se sempre com a crítica e com a formação do público; e, para terminar, fazendo um espetáculo que impressiona pela performance, os Porcas Borboletas enriquecem a cena idependente e acotovelam a canção brasileira desinteligente, alienada, sentimentalóide, aprisionada por sonhos de Nikes, forrada de humor que não faz crítica.</em></p>
<p><em>Trata-se de borboletas pela sonoridade poética; trata-se de porcas pela sujeira que trazem à tona em suas críticas &#8211; e quem é que precisa de mais do que isso?</em></p>
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		<title>&#8220;Rádio Atividade&#8221;, da Blitz, e a paulada do Chacal</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 03:44:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/03/19/radio-atividade-da-blitz-e-a-paulada-do-chacal/' addthis:title='&#8220;Rádio Atividade&#8221;, da Blitz, e a paulada do Chacal'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Divulgamos aqui, no dia 13, a turnê Pele do Asfalto, com Lirinha, Danislau Também, Vane Pimentel e Chacal. Pois bem: os efeitos do evento se fazem sentir nos blogs, sobretudo o do próprio Chacal, com um post bombástico, uma paulada na cabeça dos (acadêmicos, principalmente) retrógrados. Melhor ainda: citando uma puta canção da Blitz, que [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/03/19/radio-atividade-da-blitz-e-a-paulada-do-chacal/' addthis:title='&#8220;Rádio Atividade&#8221;, da Blitz, e a paulada do Chacal' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Divulgamos aqui, no dia 13, <a href="http://identidademusical.com.br/blog/2009/03/13/cancao-e-literatura-cada-vez-mais-proximos/">a turnê Pele do Asfalto</a>, com Lirinha, Danislau Também, Vane Pimentel e Chacal. Pois bem: os efeitos do evento se fazem sentir nos blogs, <a href="http://chacalog.zip.net/arch2009-03-15_2009-03-21.html">sobretudo o do próprio Chacal</a>, com um post bombástico, uma paulada na cabeça dos (acadêmicos, principalmente) retrógrados. Melhor ainda: citando uma puta canção da Blitz, que segue abaixo:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VfEXDjx7JgA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/VfEXDjx7JgA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Independência na canção e na poesia</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 15:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/03/13/cancao-e-literatura-cada-vez-mais-proximos/' addthis:title='Independência na canção e na poesia'  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Cabeças independentes de várias gerações poetando juntas. 
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style addthis_32x32_style" addthis:url='http://identidademusical.com.br/blog/2009/03/13/cancao-e-literatura-cada-vez-mais-proximos/' addthis:title='Independência na canção e na poesia' ><a class="addthis_button_preferred_1"></a><a class="addthis_button_preferred_2"></a><a class="addthis_button_preferred_3"></a><a class="addthis_button_preferred_4"></a><a class="addthis_button_compact"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"></span></p>
<p><a href="http://www.foradoeixo.org.br/noticia.php?id=847"><img class="aligncenter size-full wp-image-160" title="foradoeixo_literatura2" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/foradoeixo_literatura2.jpg" alt="foradoeixo_literatura2" width="400" height="810" /></a></p>
<p><span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O </span><a href="http://www.foradoeixo.org.br/noticia.php?id=847"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Circuito Fora do Eixo</span></a><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"> divulgou ontem a turnê Pele do Asfalto, com espetáculos teatrais, performances e recitais poéticos de Lirinha, do </span><a href="http://cordeldofogoencantado.uol.com.br/"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Cordel do Fogo Encantado</span></a><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">, Danislau Também, do </span><a href="http://www.porcasborboletas.com.br/home.asp"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Porcas Borboletas</span></a><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">, Chacal, um dos autores mais importantes da poesia marginal da década de 70, e Vane Pimentel, da banda </span><a href="http://www.myspace.com/bandavandaluz"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Vandaluz</span></a><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"> - em suma, todos poetas de primeira. É o encontro da música e da literatura. </span></span></span></p>
<p><span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Quem estiver fazendo a aproximação entre a poesia marginal dos setentas, que publicava os livros em mimeógrafos, com a atual geração da canção independente, que usa meios alternativos de divulgação de sua obra, acertou em cheio. Cabeças independentes de várias gerações poetando juntas. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">Abaixo, o release da turnê:</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">&#8220;<em>A Turnê Pele do Asfalto, idealizada por Danislau Também, pretende reunir, no Conexão Vivo, expressões de artistas cujos trabalhos se destacam por uma forte ênfase na palavra, mas que, por outro lado, se desenvolvem por outras modalidades de arte, além da literatura impressa em livro.  Todos os artistas da Turnê são escritores. E são todos, também, artistas de palco, artistas da palavra vocalizada, encenada. </em></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><em><span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;">Serão dois dias de espetáculos em Uberlândia e dois em Belo Horizonte. No primeiro dia, em cada uma das cidades, apresenta-se o monólogo Mercadorias &amp; Futuro, de José Paes de Lira (o Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado), dirigido por ele e por Leandra Leal. No segundo dia, apresenta-se o espetáculo Star Putz, de Danislau Também (do Porcas Borboletas), dirigido pelo próprio e pelo premiado  artista de dança Wagner Schwartz. Ainda no segundo dia, depois do intervalo, Chacal (um dos poetas mais importantes da literatura contemporânea brasileira,  verdadeiro mestre da arte do poema falado) apresenta seu recital.</span></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><em><span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"> A Turnê também se estende ao palco principal da Conexão Vivo, através de intervenções entre os shows, realizadas por Vane Pimentel (escritor e vocalista da banda Vandaluz) e Danislau Também. Lado a lado, no palco, eles apresentam textos de própria autoria, sobre base musical especialmente preparada para a ocasião.  Essas intervenções serão realizadas em Uberlândia, Belo Horizonte, Montes Claros e Campinas.</span></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><em><span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><em><span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;">A Turnê Pele do Asfalto oferece também uma série de oficinas, todas em torno das artes da palavra. Em Montes Claros e Campinas, Danislau e Vane Pimentel oferecem a oficina Letra e Literatura.  Em Uberlândia, no Goma, Chacal ministra a oficina Pintura e Lanternagem do Texto. Logo depois, ainda no Goma, acontece a festa da Turnê, com discotecagem de Moita Mattos (Porcas Borboletas)</span></em><span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;">&#8220;.</span></span></span></p>
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