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	<title>Blog da Identidade Musical &#187; Julia Car</title>
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		<title>Julia Car: Versos subversivos cantados pra mudar</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 01:42:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Máquina do Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Acalantar]]></category>
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		<description><![CDATA[O texto abaixo foi publicado na antiga coluna "A Métrica do Grito", no Showlivre. A banda Julia Car é bastante conhecida aqui no blog, pela participação na Segunda Edição das Noites do Bem. Republico o texto abaixo porque recebi uma ótima notícia neste fim de semana: a banda deve lançar um EP novo, no final de 2009, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1380" title="juliacar_sesc_jozzu_6" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/juliacar_sesc_jozzu_61-150x150.jpg" alt="juliacar_sesc_jozzu_6" width="150" height="150" />O texto abaixo foi publicado na <a href="http://ametricadogrito.blogspot.com/2009/01/versos-subversivos-cantados-pra-mudar.html">antiga coluna "A Métrica do Grito"</a>, no <a href="http://www.showlivre.com">Showlivre</a>. A banda <a href="http://www.juliacar.com/">Julia Car</a> é bastante conhecida aqui no blog, pela participação na <a href="http://identidademusical.com.br/blog/2009/06/16/julia-car-se-apresenta-na-proxima-edicao-das-noites-do-bem/">Segunda Edição das Noites do Bem</a>. Republico o texto abaixo porque recebi uma ótima notícia neste fim de semana: a banda deve lançar um EP novo, no final de 2009, com a produção de <a href="http://www.africalaemcasa.com.br/">Guilherme Chiapetta</a> e com duas participações especiais: uma de <a href="http://www.myspace.com/clementenascimento">Clemente, dos Inocentes e da Plebe Rude</a>, e uma outra, que deixo para contar depois.</em></p>
<p>Os integrantes do Julia Car definem a si próprios, <a href="http://www.juliacar.com/">no site do conjunto</a>, com a seguinte metáfora: “um corpo orgânico eletrônico coletivo com um trabalho caracterizado por uma atitude rock de alma pop”. Gosto da idéia de definir uma banda como “corpo orgânico eletrônico coletivo”, porque essa expressão singular remete à unidade dos integrantes – que, de fato, compõem um todo coerente – e às influências que a música eletrônica tem nas canções do <em>Urbano</em>, primeiro trabalho dos caras. Essas influências são equilibradas, de fato, com a atitude rock e a alma pop – numa equação ousada cujo resultado me parece apontar para os horizontes da canção brasileira.</p>
<p>Tome-se como bom exemplo <a href="http://br.youtube.com/watch?v=CC7QH53SZUg">“Chuta lata”</a>, terceira colocada na <a href="http://www.semanadacancao.com.br/edicao1/">I Semana da Canção de São Luís do Paraitinga</a>. Berço de festas populares tradicionais do Estado de São Paulo, como o Carnaval e a Festa do Divino, além de abrigar festivais de marchinhas, de músicas juninas e de músicas sertanejas de raiz, a cidade vem se tornando um importante pólo de compositores brasileiros. O mais interessante é que, apesar de ser extremamente zelosa com a tradição popular, São Luís do Paraitinga também abre as portas a composições de matrizes mais modernas, daí a conquista do Julia Car.</p>
<p>De autoria de Julli Pop e Jotacê, “Chuta Lata” namora, em termos entoativos, com o rap à brasileira, mas vai, no todo da composição musical e na letra, muito além dele. Aliás, nessa canção, a ponte entre tradição popular, de um lado, e gêneros musicais recentes, de outro, é flagrante: os versos do refrão são glosados nas estrofes, exatamente como ocorria com os cancionistas medievais, cujas composições são as ancestrais mais distantes dos repentes da canção popular. O verso “um ato pequeno inicia o contemporâneo” aponta para a ciência que os autores têm de associar esse cabedal do passado às batidas eletrônicas do presente.</p>
<p>A temática e a ambiência da letra, contudo, são eminentemente urbanas e atuais, anunciadas pela linguagem coloquial das ruas: “Chapando o crânio eu fiz a rima ali no vasco / Das ruas da Sul chutando lata até Osasco”. Não faltam aliterações (“Entre compassos e passos / Estrofes letras e traços / Passo minha vida assim / Assim minha vida passo / No contrapasso,ultrapasso / Assino embaixo o que faço”) que dialogam com as batidas eletrônicas, conferindo-lhes a unidade que faz a canção obter o efeito persuasivo apresentado nos últimos versos, em que é reiterada a postura contestatória dos autores: “Música arte e cultura independente de espaço / Não me embaraço, nem me cadencio ao normal / Mesmo quando excluso do quesito social / Pra chegar onde eu cheguei, muita lata eu chutei / Rimei, cantei, chapei, as vezes improvisei, declamei / Poesia urbana aos pontos cardeais / Em meio ao caos do holocausto eu propaguei a paz”. Independência dos grandes canais da indústria fonográfica, resistência à alienação e à exclusão social, formulação de uma “poesia urbana” e propagação da paz: estão assim condensados, em poucos versos, grandes temas da arte e da cultura de nosso tempo, observados numa perspectiva extremamente convincente, porque nos é mostrada em primeira pessoa.</p>
<p>A riqueza da sonoridade dos versos está presente em todas as canções – e seria enfadonho, nesta coluna, comentar todas elas. A mais longa do trabalho – porque me parece ser a mais densa – é <a href="http://br.youtube.com/watch?v=UVHwNuKj4Xs&amp;feature=related">“Olha... desomenagem a Pero Vaz”</a>. A associação com a carta de Pero Vaz de Caminha é direta: espécie de “certidão de nascimento” do Brasil, o texto de Pero Vaz deixa transparecer, nas palavras do crítico literário <a href="http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=168">Alfredo Bosi </a>“a ideologia mercantilista batizada pelo zelo missionário de uma cristandade ainda medieval”. No trecho final, o mais famoso da carta, o escrivão da frota de Cabral – além de constatar que, à primeira vista, não encontrou por aqui metais preciosos e que é preciso, antes de tudo “salvar esta gente”, os indígenas – faz as vezes de profeta, lançando um dos maiores clichês a respeito do Brasil (que dura até hoje): o elogio à exuberância natural e à fertilidade desta terra (“querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem”). Encerra-se o texto com a data e o primeiro nome que o Brasil teria: “Deste Porto Seguro, da vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500”.</p>
<p>É exatamente todo esse trecho famoso que é declamado, no início da canção do Julia Car, por uma criança numa entoação que, obviamente, dá ao texto um ar de conto de fadas. Daí o primeiro verso – “Era uma carta meio encantada pra se ler” – seguido de “Todas as ruas eram turvas antes do dia nascer”, talvez em alusão aos rios, cujas águas Pero Vaz insistiu em comentar. Logo a seguir, descobrimos que estavam “Tatuadas nas costas do povo, as linhas coloridas de erê” e que essas linhas “Abriram caminhos suntuosos, pra população sorrindo crescer”. Do momento da redação da carta de Pero Vaz, em que não havia negros no Brasil – nossa infância histórica – a uma referência ao erê que, no candomblé, é o espírito de criança que cada um guarda dentro de si (devo esta explicação a minha irmã, que estuda as os cultos afro-brasileiros há um bom tempo). Parece-me uma das descrições mais sensíveis do alvorecer de nosso país, exatamente porque é multicultural, como é o povo brasileiro.</p>
<p>Não nos esqueçamos, contudo, que a canção é uma desomenagem a Pero Vaz. É por isso que, depois de nascida e crescida, nossa gente assume forma de ser humano adulto (“Tem gente que se mata pra ter / Tem gente que mata pra conseguir”), com mais dores do que delícias. Parece que ficam saudades do universo encantado e puro das crianças e das linhas de erê. Aguça-se a necessidade de retorno a esse universo pueril e onírico nos versos “Olha! Mano que é mano parado / Olha! Mano que é mano pelado / Olha! Mano que é mano. / Cadê? Sumiu fome comeu”, já que a exclamação “Olha!” lembra o estarrecimento dos colonizadores ao pisar as terras brasileiras quando viram que os índios não escondiam as “vergonhas”. O leitor já deve ter se lembrado de que, muitas vezes, a inocência dos índios, que andavam pelados, levou os colonizadores a comparar a América com o Paraíso bíblico, aquele que só se estragou porque Adão e Eva perderam a inocência (exatamente a característica marcante das crianças). Em suma: perdeu-se a pureza primordial do erê.</p>
<p>Finalmente, num arranjo de guitarras muito mais pesado, em voz radiofônica, aludindo à urbanidade que vai no título do disco e na alma da banda, descobrimos que o mano sumiu porque “neste país se come crença” e que aqui “Cabeça já não pensa pesar já não se quer”. Por aqui, vigora a política do “pão e circo” – “Se tiver samba é bom, se tiver pão também / Se não tiver sorriso é o que se quer” –, que extermina qualquer resto do mundo encantado, infantil e inocente. Mas, num acalanto, como se cantasse uma canção de ninar para o ouvinte, “Olha... desomenagem a Pero Vaz” retorna à voz da criança declamando a carta, enfatizando o local e a data, “Deste Porto Seguro, da vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500”. Trata-se da tentativa de recuperação, de resgate daquele universo puro, que conforta o ouvinte e remete, mais uma vez, à paz.</p>
<p><a href="http://br.youtube.com/watch?v=haRVD3TBK54">“Acalantar” </a>é o título de outra canção do disco, mas poderia ser a síntese de <em>Urbano</em>, do Julia Car. Os integrantes do conjunto afirmam que pretendem fazer “arte para mover e grudar: idéias, conceitos e sensações”. Sem abandonar as tradições brasileiras – a literatura popular, a Carta de Pero Vaz de Caminha, o candomblé –, mas experimentando livremente o universo da música eletrônica, no corpo, do rock, na atitude combativa, e do pop, na alma, o Julia Car chega, como afirma na canção <a href="http://br.youtube.com/watch?v=76ufxmnDswI&amp;feature=related">“Gandaia”</a>, cantando versos subversivos que fez para mudar (o Brasil e o mundo). E já está mudando.</p>
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		<title>Ouça África lá em casa</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 18:05:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audio]]></category>
		<category><![CDATA[Máquina do Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[África lá em casa]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Chiappetta]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Car]]></category>

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		<description><![CDATA[O feriado de sete de setembro foi providencial - penso que não só para mim, mas para todos os paulistanos. Agosto é mês aziago, agitado, sem descanso, em que as pessoas já começam a planejar-se para o fim do ano. Choveu demais em São Paulo nos últimos dois meses - e hoje continua chovendo. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1185" title="africa_fetiche_e_tensao" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/africa_fetiche_e_tensao-300x300.jpg" alt="africa_fetiche_e_tensao" width="300" height="300" />O feriado de sete de setembro foi providencial - penso que não só para mim, mas para todos os paulistanos. Agosto é mês aziago, agitado, sem descanso, em que as pessoas já começam a planejar-se para o fim do ano. Choveu demais em São Paulo nos últimos dois meses - e hoje continua chovendo. É tempo de ficar recluso, momento de não ficar se deslocando muito: é período para reflexão, mergulhos internos, revisão de planos pessoais. Ao menos é assim que o tempo maluco desta época de aquecimento global tem repercutido em mim.</p>
<p>Durante o feriado, fui encontrar os amigos do <a href="http://www.myspace.com/juliacar">Julia Car</a>, que estão em pleno processo de conclusão de um EP que deve sair em breve. Almoçamos, batemos papo e ouvimos as canções em primeira mão, no estúdio do produtor Guilherme Chiappetta - também idealizador do <a href="http://www.africalaemcasa.com.br/">projeto África Lá em Casa</a>, que me impressionou muito - especialmente agora, porque a maioria das canções parece vibrar exatamente na frequência da introspecção que comentei acima. Mais do que isso: no clipe de "Verão", a oscilação do movimento expresso na dança, de um lado, com a imobilidade do sono, de outro, é a trilha onírica deste estranho inverno paulistano, cheio de calores e chuvas de verão. Em palavras bem simples: muitas vezes, o sonho é ponto de tangência entre a atividade do estado consciente e a imobilidade sublime da inconsciência. E não vivemos todos nesse estado?</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/L82wvhwkzt8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/L82wvhwkzt8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Julia Car se apresenta na próxima edição das Noites do Bem</title>
		<link>http://identidademusical.com.br/blog/2009/06/16/julia-car-se-apresenta-na-proxima-edicao-das-noites-do-bem/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 13:33:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Barizon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Car]]></category>
		<category><![CDATA[Livraria da Esquina]]></category>
		<category><![CDATA[Noites do Bem]]></category>

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		<description><![CDATA[
Como forma de desenvolver a cena musical independente, uma das iniciativas da Identidade Musical é uma série de apresentações em que bandas e ONGs se juntam para levar ao público o conceito de Ativismo Social Musical. Como parte inegável da construção da identidade cultural do Brasil, a gente acredita que grupos e músicos têm uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-715" title="flyer_noites_do_bem_450" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/06/flyer_noites_do_bem_450.jpg" alt="flyer_noites_do_bem_450" width="450" height="320" /></p>
<p>Como forma de desenvolver a cena musical independente, uma das iniciativas da <a title="Identidade Musical" href="http://www.identidademusical.com.br/" target="_self">Identidade Musical</a> é uma série de apresentações em que bandas e ONGs se juntam para levar ao público o conceito de Ativismo Social Musical. Como parte inegável da construção da identidade cultural do Brasil, a gente acredita que grupos e músicos têm uma atuação social que não pode ser esquecida. Mesmo que esses não tenham ainda se tocado, existe sim uma parcela do público que reflete na atuação e postura da banda ou artista aquilo que se espera ser o ideal de cidadania.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-714" title="banda_juliacar_1_450" height="288" alt="banda_juliacar_1_450" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/06/banda_juliacar_1_450.jpg" width="450" /></p>
<p>Discursos à parte, as Noites do Bem trazem para a segunda edição o grupo <a title="Julia Car" href="http://www.juliacar.com/" target="_blank">Julia Car</a>, com seu som eletro-orgânico e super atual. Em resenha sobre uma de suas apresentações, no projeto Prata da Casa no SESC Pompéia, o crítico <a title="Ruído, por Pedro Alexandre Sanches" href="http://pedroalexandresanches.wordpress.com/2008/04/24/chuta-lata-gira-mundo-corre-pra-ver/" target="_blank">Pedro Alexandres Sanches</a> classificou o som do Julia Car como uma das pistas para a nova música brasileira. Inclassificável, é isso que eu sinto.</p>
<p>Algumas canções do Julia Car também já foram comentadas na <a href="http://ametricadogrito.blogspot.com/2009/01/versos-subversivos-cantados-pra-mudar.html">Métrica do Grito</a>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-716" title="3tambores_logo_450" height="131" alt="3tambores_logo_450" src="http://identidademusical.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/06/3tambores_logo_450.jpg" width="450" /></p>
<p>Em parceria com a banda, quem vai marcar presença é o Instituto Educacional 3Tambores. O 3Tambores apresenta um método educacional que respeita as fases de desenvolvimento da vida de crianças e jovens, seus talentos e suas vocações. Sua atuação é dividida em 3 dimensões.</p>
<p>A primeira, Quintal de Iaô, é o jardim de infância Waldorf, que atende crianças de 3 a 7 anos inseridas na comunidade; a segunda, ofícios humanizados, destina-se à capacitação profissional de jovens de 14 a 21 anos baseada no princípio de que o ser humano é a matéria prima para a realização do trabalho; e a terceira dimensão, Passagem Verde, é dirigida a jovens de 16 a 21 anos, com a missão de encontrar soluções sociais e ambientais inovadoras e criar práticas sustentáveis para a realização de frentes de trabalhos transformadoras aplicáveis em comunidades.</p>
<p>Se você também acredita que é possível fazer o bem enquanto se diverte, aparece na Livraria da Esquina nesse sábado, às 23h. Custa só R$12 e parte da bilheteria é destinada tanto à banda quanto ao Instituto 3Tambores.</p>
<p>Noites do Bem com Julia Car<br />
Em parceria com o Instituto Educacional 3Tambores<br />
Na Livraria da Esquina - Rua do Bosque, 1254, Barra Funda<br />
Sábado, 20/06/09, às 23h<br />
Entrada: R$12,00<br />
Informações: <a href="mailto:contato@noitesdobem.com.br">contato@noitesdobem.com.br</a></p>
<div id="_mcePaste" style="OVERFLOW-Y: hidden; LEFT: -10000px; OVERFLOW-X: hidden; WIDTH: 1px; POSITION: absolute; TOP: 950px; HEIGHT: 1px">O 3Tambores apresenta um método educacional que respeita as fases de desenvolvimento da vida de crianças e jovens, seus talentos e suas vocações. Sua atuação é dividida em 3 dimensões.</div>
<div id="_mcePaste" style="OVERFLOW-Y: hidden; LEFT: -10000px; OVERFLOW-X: hidden; WIDTH: 1px; POSITION: absolute; TOP: 950px; HEIGHT: 1px">A primeira, Quintal de Iaô, é o jardim de infância Waldorf, que atende crianças de 3 à 7 anos inseridas na comunidade; a segunda, ofícios humanizados, destina-se a capacitação profissional de jovens de 14 à 21 anos baseada no princípio de que o ser humano é a matéria prima para a realização do trabalho; e a terceira dimensão, Passagem Verde, é dirigida a jovens de 16 à 21 anos com a missão de encontrar soluções sociais e ambientais inovadoras e criar práticas sustentáveis para a realização de frentes de trabalhos transformadoras aplicaveis em comunidades .</div>
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		<title>Parceria entre Identidade Musical e programa Mundo Urbano, do Fiz TV: espaço para os independentes</title>
		<link>http://identidademusical.com.br/blog/2009/05/20/parceria-entre-identidade-musical-e-programa-mundo-urbano-do-fiz-tv-espaco-para-os-independentes/</link>
		<comments>http://identidademusical.com.br/blog/2009/05/20/parceria-entre-identidade-musical-e-programa-mundo-urbano-do-fiz-tv-espaco-para-os-independentes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 May 2009 20:56:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cena e Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Dilei]]></category>
		<category><![CDATA[Fiz TV]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade Musical]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Car]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Urbano]]></category>

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		<description><![CDATA[A Identidade Musical agora é uma das produtoras e selos, juntamente com a Baritone Records, responsável pela curadoria musical do programa Mundo Urbano, produção da Nenhum Destes, de Minas Gerais. Com foco nos Esportes de Rua, ou Esportes Urbanos, o programa tem uma abordagem diferenciada: sem intervenção de apresentador, o foco fica sempre no esportista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.identidademusical.com.br/">Identidade Musical</a> agora é uma das produtoras e selos, juntamente com a <a href="http://www.baritonerecords.com.br/">Baritone Records</a>, responsável pela curadoria musical do <a href="http://fiztv.uol.com.br/f/Video/assista/25971">programa Mundo Urbano</a>, produção da Nenhum Destes, de Minas Gerais. Com foco nos Esportes de Rua, ou Esportes Urbanos, o programa tem uma abordagem diferenciada: sem intervenção de apresentador, o foco fica sempre no esportista e em seus cometários. O programa inicia a sexta temporada e é transmitido pela FizTV e em alguns canais indoor, como a TV Aeroporto e a Tv Ale.</p>
<p>Outro diferencial do programa é a trilha musical. Cada programa tem a orientação do esportista que é entrevistado a respeito da sonorização. E agora cabe à Identidade Musical montar um banco de dados com músicas de artistas independentes que queiram disponibilizar seus trabalhos para sincronização com o programa. As primeiras bandas selecionadas foram <a href="http://www.myspace.com/curtadilei">Dilei</a> (<a href="http://ametricadogrito.blogspot.com/2009/04/dilei-viagem-dialogada-roda-de-si-mesmo.html">leia texto sobre a banda na Métrica do Grito</a>) e <a href="http://www.myspace.com/juliacar">Julia Car</a> (<a href="http://ametricadogrito.blogspot.com/2009/01/versos-subversivos-cantados-pra-mudar.html">leia texto sobre a banda na Métrica do Grito</a>), no vídeo abaixo:</p>
<p><script src="http://fiztv.uol.com.br/f/embed/25971" type="text/javascript"></script></p>
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		<title>Os Inocentes e o eterno presente da Cidade</title>
		<link>http://identidademusical.com.br/blog/2009/02/19/o-eterno-presente-da-cidade/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 18:13:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Rogério</dc:creator>
				<category><![CDATA[Máquina do Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Inocentes]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Car]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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A comemoração dos 455 anos da cidade de São Paulo, fez pensar no seguinte: uma cidade como essa merece ser celebrada? Trata-se da capital de toda sorte de violências, diferenças sociais e contradições; o trânsito faz que os habitantes desperdicem horas preciosas; cada chuva torrencial arrasa negócios promissores, bens e, o pior de tudo, vidas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignleft" style="width: 207px"> </p>
<p><img title="Inocentes - Som e Fúria" src="http://www.barizon.net/images/stories/inocentes_somefuria.jpg" alt="Inocentes - Som e Fúria" width="197" height="200" /> </p>
<p><p class="wp-caption-text">Inocentes - Som e Fúria</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p>A comemoração dos 455 anos da cidade de São Paulo, fez pensar no seguinte: uma cidade como essa merece ser celebrada? Trata-se da capital de toda sorte de violências, diferenças sociais e contradições; o trânsito faz que os habitantes desperdicem horas preciosas; cada chuva torrencial arrasa negócios promissores, bens e, o pior de tudo, vidas e empregos: talvez não haja paulistano que não tenha pensado em vender tudo e aposentar-se bem longe da capital e de seus malefícios. </p>
<p>Não faltam canções em que os sentimentos descritos acima são expressos. Recentemente, a banda <a title="Julia Car - Site oficial da banda" href="http://www.juliacar.com/" target="_blank">Julia Car</a> gravou uma versão de “A Cidade não para”, dos Inocentes – que lançaram recentemente o DVD “Som e Fúria”, gravado em 2007 no Centro Cultural, em que a canção também pode ser ouvida (leia texto a respeito da gravação desse DVD <a title="Som e Fúria, DVD ao vivo dos Inocentes" href="http://ametricadogrito.blogspot.com/2009/01/pequena-potica-dos-inocentes-e-o.html" target="_blank">clicando aqui</a>). Está tudo lá, desde os primeiros versos: “Em cada rua um rosto, em cada rosto a mesma angústia / Ser mais um em um milhão a ter a mesma dúvida / Será que vale a pena, será que tanto faz? / Ser uma peça a mais dessa máquina voraz?”. Parece que é isso mesmo: todos os rostos apontam a mesma dúvida, anônimos que se movimentam sem escolha pelas ruas da Cidade. Apenas uns pouquíssimos cidadãos percebem que aquela angústia iguala a todos, meras peças da mesma máquina voraz: a Cidade que não para, que não nos deixa pensar nem sofrer, cujas engrenagens não podem parar.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/iCjibzLLFW4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/iCjibzLLFW4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p> </p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><img title="Tempos Modernos" src="http://www.barizon.net/images/stories/temposmodernos.jpg" alt="Tempos Modernos" width="250" height="189" /><p class="wp-caption-text">Tempos Modernos</p></div>
<p> </p>
<p>Essa ideia de que somos parte integrante de uma máquina de que não escolhemos fazer parte não é nova: terá vindo à mente dos leitores a imagem conhecidíssima dos <em>Tempos Modernos</em>, de Charles Chaplin. Também não é novo o questionamento expresso nas perguntas da letra. “Será que existe um lugar onde se vive em paz?” é a tentativa desesperada de formular uma alternativa de vida não-urbana, que lembra os poetas árcades, o Iluminismo, o mito do<em>bom selvagem </em>e o <em>fugere urbem</em>. A própria letra já aponta, entretanto, que essa tentativa nasceu morta: “A Cidade cresce para todos os lados, devorando e engolindo todos os espaços”. Não se pode escapar desse monstro cujos tentáculos contaminam todo lugar, ou seja: não importa onde se esteja, sempre se experimentará a interferência nociva e alienante da cidade. “Ninguém cai fora daqui, será que o caos não satisfaz?” é outra pergunta sem resposta ao eu que canta, desalentado: os habitantes da cidade estão tão cegos dela e por ela que não podem perceber que vivem mergulhados no caos.</p>
<p>Embora os Inocentes sejam uma banda paulistana, chama a atenção o fato de a canção não se chamar “São Paulo”, mas “A Cidade não para”. É uma das grandes sacadas: a banda de Clemente sabe bem que o ente que “cresce para todos os lados, devorando e engolindo todos os espaços” não é apenas São Paulo, mas a <em>vida urbana moderna</em>, o que expande a canção para além dos limites do bairrismo às avessas. A cidade da canção pode estar em qualquer lugar do mundo, porque é alienada e alienante: sua função é apenas expandir-se, exatamente como faz todo organismo voraz, engolindo tudo que está a sua volta.</p>
<p>A outra sacada é a de que esse ente é tão poderoso que não se restringe ao domínio do espaço, mas também do <em>tempo</em>: na Cidade, “Não há tempo a perder / Não há tempo pra pensar / Não há tempo pra sofrer”. Para piorar: nos últimos versos, ouve-se que “A Cidade não tem tempo pra sonhar, a Cidade não tem tempo pra entender / A Cidade não tem tempo para pensar, a Cidade não tem tempo para viver”. Numa só frase: a personificação da cidade corresponde à <em>despersonificação</em>de seus habitantes. O leitor notou que, nos últimos dois versos citados acima, o termo a <em>Cidade </em>contém, inclusive, aqueles que nela moram. O fato de o cidadão estar diluído no todo expresso pelo termo <em>Cidade </em>– sempre com letra maiúscula, porque representa o ser que devora espaços e pessoas – é a ausência total da possibilidade de escolha e de questionamento. Para o morador da Cidade, não há perspectiva temporal: vivemos um eterno presente, porque o <em>ontem </em>– em que experimentamos a angústia de ser peças da engrenagem cujo todo nos engole e nos massifica – é idêntico ao hoje e ao amanhã.</p>
<p>Nessa Cidade dos Inocentes, regravada pelo Julia Car, o passado não pode ser o período para o qual olhamos curiosos, sedentos de vontade de aprender, porque tudo que lá ficou se repete no presente; na Cidade não cabe, também, a formulação um futuro radicalmente diferente, porque ele não guarda nada além da repetição do presente.</p>
<p>Trata-se, certamente, de uma perspectiva bastante sombria – mas ela não se repete, felizmente, em todas as canções dos Inocentes e do Julia Car: há alternativas para subverter o presente eterno da Cidade que não para. É o que analisaremos em outras colunas.</p>
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